UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Paciente de 89 anos queixa-se de “bola na vagina” de longa data, que piora aos esforços, com sensação de peso em baixo ventre e grande incômodo para seu dia a dia, por vezes observando sinais de sangramento discreto. G7 P7 (partos vaginais). Hipertensa e diabética (em uso de várias medicações). Refere quadro semelhante há cerca de 10 anos, quando, na época, foi submetida a cirurgia por via vaginal, com a retirada o útero (segundo foi informada). Sexualmente inativa há > 20 anos. Fez tentativa prévia de uso de pessários, sem boa adaptação. Ao exame: obesidade grau II. Exame ginecológico: prolapso de cúpula vaginal grau IV, com algumas úlceras de contato em parede vaginal posterior. Sobre o caso descrito, assinale a melhor opção terapêutica:
Prolapso de cúpula vaginal grave em idosa, inativa sexualmente, com comorbidades e falha de pessário → Colpocleise (Le Fort) é a melhor opção.
A colpocleise (cirurgia de Le Fort) é uma excelente opção para mulheres idosas com prolapso vaginal grave, que não são sexualmente ativas e apresentam comorbidades que aumentam o risco cirúrgico. É um procedimento menos invasivo, com alta taxa de sucesso e recuperação rápida, focado na melhora da qualidade de vida.
O prolapso de cúpula vaginal é uma condição comum em mulheres multíparas e idosas, especialmente após histerectomia, que pode causar grande desconforto e impactar significativamente a qualidade de vida. Caracteriza-se pela descida da parte superior da vagina, podendo chegar a graus avançados com exteriorização completa e úlceras de contato. A escolha do tratamento depende de múltiplos fatores, incluindo a idade da paciente, atividade sexual, comorbidades e grau do prolapso, sendo um tópico essencial na uroginecologia e para a formação de residentes. No caso descrito, a paciente é uma idosa de 89 anos, multípara, com prolapso de cúpula vaginal grau IV, úlceras de contato, comorbidades (hipertensão e diabetes), inativa sexualmente e com falha prévia de tratamento conservador com pessários. Diante desse cenário, a colpocleise, também conhecida como cirurgia de Le Fort, emerge como a opção terapêutica mais adequada. Este procedimento envolve a obliteração parcial ou total da vagina, corrigindo o prolapso de forma eficaz e com menor risco cirúrgico em comparação com cirurgias reconstrutivas mais complexas. A colpocleise é uma cirurgia relativamente simples, com tempo operatório reduzido e baixa morbidade, ideal para pacientes que não desejam preservar a função sexual e que se beneficiariam de um procedimento menos invasivo. Outras opções, como a colposacrofixação (laparoscópica ou vaginal) ou colporrafias extensas, seriam mais arriscadas para uma paciente com múltiplas comorbidades e não trariam benefício adicional em termos de função sexual. A cirurgia de Manchester é para prolapso uterino, o que não se aplica a uma paciente histerectomizada. Portanto, a colpocleise oferece a melhor relação risco-benefício para a paciente em questão, focando na melhora dos sintomas e da qualidade de vida.
O prolapso de cúpula vaginal ocorre quando a parte superior da vagina, após histerectomia, desce para dentro ou para fora do canal vaginal. Os sintomas incluem sensação de peso ou 'bola na vagina', dor pélvica, dificuldade para urinar ou evacuar e, em casos avançados, úlceras de contato e sangramento.
A colpocleise é a melhor opção para mulheres idosas com prolapso vaginal grave, que não são mais sexualmente ativas e que possuem comorbidades significativas que aumentam os riscos de cirurgias mais extensas. É um procedimento que oblitera parcial ou totalmente a vagina, oferecendo alta taxa de sucesso e baixa morbidade.
As vantagens incluem menor tempo cirúrgico, menor perda sanguínea, menor risco de complicações intra e pós-operatórias, recuperação mais rápida e alta taxa de sucesso na correção do prolapso. É uma opção eficaz para melhorar a qualidade de vida em pacientes selecionadas.
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