UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Colpocleise é uma terapia associada a
Colpocleise = cirurgia obliterativa para prolapso genital grave em pacientes idosas, sem atividade sexual, com comorbidades.
A colpocleise é um procedimento cirúrgico obliterativo que visa o tratamento do prolapso genital grave, especialmente em pacientes idosas, com comorbidades significativas e que não desejam manter a atividade sexual vaginal. É uma opção eficaz e de menor risco em comparação com cirurgias reconstrutivas mais complexas.
O prolapso de órgãos pélvicos (POP) é uma condição comum em mulheres, especialmente multíparas e idosas, caracterizada pela descida de um ou mais órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto) para dentro ou para fora da vagina. Essa condição pode causar sintomas como sensação de peso vaginal, dificuldade para urinar ou evacuar e dispareunia, impactando significativamente a qualidade de vida. O manejo varia desde abordagens conservadoras (fisioterapia, pessários) até cirúrgicas. A colpocleise é um tipo de cirurgia obliterativa para o tratamento do prolapso genital grave. Consiste no fechamento parcial ou total da vagina, criando uma septação que impede a descida dos órgãos pélvicos. É uma técnica eficaz e de menor morbidade em comparação com as cirurgias reconstrutivas, sendo particularmente indicada para pacientes idosas, com comorbidades significativas que aumentam o risco cirúrgico, e que não têm interesse em manter a atividade sexual vaginal. Existem variações da colpocleise, como a colpocleise de LeFort, que preserva canais laterais para drenagem de secreções uterinas em mulheres com útero. A escolha entre colpocleise e cirurgias reconstrutivas depende de múltiplos fatores, incluindo a idade da paciente, seu estado de saúde geral, o grau do prolapso e, crucialmente, o desejo de manter a função sexual. É uma opção valiosa no arsenal terapêutico para prolapso genital em casos selecionados.
A colpocleise é indicada para o tratamento de prolapso genital grave em pacientes idosas, com múltiplas comorbidades que aumentam o risco cirúrgico, e que não têm desejo de manter a atividade sexual vaginal.
As vantagens incluem menor tempo cirúrgico, menor perda sanguínea, menor risco de complicações intra e pós-operatórias, e uma recuperação mais rápida, tornando-a ideal para pacientes frágeis.
Sim, a colpocleise pode ser combinada com procedimentos para incontinência urinária de esforço (IUE), como a uretropexia, se a paciente apresentar ambos os problemas e for candidata à cirurgia obliterativa.
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