UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
Uma paciente de 77 anos de idade, cadeirante, foi levada ao consultório pela filha, que relata internação recente da mãe com quadro de “bexigoma”. Durante a internação, a mãe precisou fazer diálise, mas conseguiu recuperar a função renal. Antes da alta, foi inserido, na vagina da paciente, um aparelho cujo nome a filha desconhece, mas que, segundo seu relato, parece com um anel grosso e tem diâmetro de, aproximadamente, 7 cm. A filha relata que a mãe expulsou o aparelho pela vagina em uma das trocas de fralda e que, nesse momento, surgiu uma “bola rosa”, exteriorizando-se pela vagina. A filha levou o aparelho na consulta e o médico concluiu que se tratava de um pessário em forma de donut, do maior tamanho disponível no mercado. Ao exame, o médico observou um prolapso genital com a seguinte quantificação (POP-Q). (Aa) +3 | (Ba) +5 | (C) +6 (HG) 6 | (CP) 1 | (CVT) 10 (Ap) +3 | (Bp) +3 | (D) +5 Considerando-se que a paciente é hipertensa e diabética, estando ambas as comorbidades controladas no momento, e que ela não tem relação sexual há mais de 15 anos, nem pretende ter novas relações, é correto afirmar que, nesse caso, a melhor conduta é:
Prolapso genital avançado em idosa sem vida sexual ativa → colpocleise = tratamento definitivo e menos invasivo.
Em pacientes idosas, com prolapso genital avançado (POP-Q alto) e sem vida sexual ativa ou desejo de mantê-la, a colpocleise é a melhor opção. É um procedimento cirúrgico menos invasivo que as histerectomias e colpoplastias extensas, oferecendo alta taxa de sucesso e recuperação mais rápida, sendo definitivo para a correção do prolapso.
O prolapso de órgãos pélvicos é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente as idosas. Caracteriza-se pela descida de um ou mais órgãos pélvicos (útero, bexiga, reto) através da vagina, devido ao enfraquecimento dos músculos e ligamentos do assoalho pélvico. A quantificação do prolapso é realizada pelo sistema POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification), que permite uma avaliação objetiva da extensão do prolapso. O tratamento do prolapso pode ser conservador, com fisioterapia do assoalho pélvico ou uso de pessários, ou cirúrgico. A escolha da abordagem cirúrgica depende de múltiplos fatores, incluindo a idade da paciente, seu estado de saúde geral, o tipo e grau do prolapso, e o desejo de manter a função sexual. Para pacientes idosas, com comorbidades e que não têm vida sexual ativa, a colpocleise surge como uma excelente opção. A colpocleise é um procedimento de obliteração vaginal que oferece uma solução definitiva para o prolapso, com baixa morbidade e alta taxa de sucesso. É menos invasiva que as cirurgias reconstrutivas que visam preservar a função vaginal, resultando em menor tempo cirúrgico, menor perda sanguínea e recuperação mais rápida. É crucial que a paciente esteja ciente e concorde com a perda da função sexual vaginal, tornando a comunicação e o aconselhamento pré-operatório essenciais.
A colpocleise é um procedimento cirúrgico que consiste no fechamento parcial ou total da vagina, obliterando o canal vaginal. É indicada para pacientes com prolapso genital avançado, geralmente idosas, que não têm vida sexual ativa e não desejam mantê-la, buscando uma solução definitiva e com menor morbidade.
A colpocleise é um procedimento mais rápido, com menor perda sanguínea, menor tempo de internação e recuperação mais ágil em comparação com cirurgias reconstrutivas mais complexas, como histerectomia com colpoplastias. Oferece alta taxa de sucesso na correção do prolapso com menor risco de recidiva.
O sistema POP-Q é uma ferramenta padronizada para quantificar o prolapso genital, descrevendo a posição de nove pontos anatômicos em relação ao hímen. Ele permite classificar a gravidade do prolapso e monitorar a progressão, auxiliando na escolha da melhor abordagem terapêutica, seja conservadora (pessários) ou cirúrgica (colpocleise, histerectomia, colpoplastias).
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