UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2022
A colpocitologia oncótica visa a detecção precoce de lesões precursoras do câncer de colo uterino. Sobre este tema assinale a alternativa INCORRETA.
NIC I (LSIL) tem alta regressão espontânea; conização NÃO é tratamento inicial.
Lesões escamosas intraepiteliais de baixo grau (NIC I/LSIL) apresentam alta taxa de regressão espontânea. A conduta inicial geralmente é expectante, com acompanhamento citológico, e não a cirurgia de alta frequência (conização), que é reservada para lesões de alto grau ou persistentes.
A colpocitologia oncótica, ou exame de Papanicolaou, é a principal ferramenta de rastreamento para o câncer de colo uterino, visando a detecção precoce de lesões precursoras. A compreensão dos resultados e das condutas é vital para o ginecologista e o médico generalista. A infecção persistente por subtipos oncogênicos do HPV é o fator etiológico principal, e a zona de transformação é o local de maior risco para o desenvolvimento das neoplasias. A metaplasia escamosa imatura é um achado fisiológico comum na zona de transformação e não indica lesão precursora, portanto, não requer investigação colposcópica. Pacientes portadoras do vírus HIV têm um risco aumentado de desenvolver lesões de alto grau e câncer de colo, necessitando de um rastreamento com periodicidade diferenciada, geralmente mais frequente, conforme as diretrizes específicas. A alternativa incorreta na questão refere-se à conduta para lesão escamosa intraepitelial de baixo grau (NIC I ou LSIL). Essas lesões possuem uma alta taxa de regressão espontânea, e a cirurgia de alta frequência (CAF ou conização) não é a conduta inicial. O manejo geralmente envolve acompanhamento citológico e/ou colposcópico, com intervenção cirúrgica reservada para lesões de alto grau (NIC II/III ou HSIL) ou NIC I persistente/recorrente. Este é um ponto crucial para evitar procedimentos desnecessários e suas potenciais complicações.
A zona de transformação é a área do colo uterino onde ocorre a metaplasia escamosa, ou seja, a substituição do epitélio colunar por epitélio escamoso. É nessa região que a maioria das lesões precursoras e do câncer de colo uterino se desenvolve, sendo crucial que a amostra citológica a represente.
A infecção persistente por subtipos de HPV de alto risco (oncogênicos), como o 16 e o 18, é um fator necessário para o desenvolvimento do câncer de colo uterino. No entanto, a maioria das infecções por HPV é transitória e não evolui para câncer.
Para lesões escamosas intraepiteliais de baixo grau (NIC I ou LSIL), a conduta inicial geralmente é expectante, com acompanhamento citológico e/ou testagem para HPV em 6 a 12 meses. A maioria dessas lesões regride espontaneamente, e a conização não é indicada como tratamento primário.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo