UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Analise o caso clínico a seguir. Um recém-nascido prematuro com idade gestacional de 29 semanas e peso de nascimento de 985 gramas é intubado nos primeiros 15 minutos de vida devido a um desconforto respiratório importante, apesar do APGAR de cinco, seis e sete. Após atendimento inicial e estabilização do bebê, ele foi encaminhado para a UTI neonatal, onde foi prescrita colostroterapia. Nesse caso, a colostroterapia é uma conduta:
Colostroterapia em prematuros < 30 semanas: indicada nas primeiras 24h, 0,2 mL na mucosa oral para imunomodulação e proteção intestinal.
A colostroterapia é uma prática indicada para recém-nascidos prematuros, especialmente os extremos, devido aos seus benefícios imunológicos e tróficos. A administração de pequenas quantidades de colostro na mucosa oral, iniciada precocemente, estimula o desenvolvimento intestinal e reduz o risco de enterocolite necrosante, mesmo antes do início da alimentação enteral plena.
Recém-nascidos prematuros, especialmente aqueles com idade gestacional inferior a 30 semanas e baixo peso ao nascer, são extremamente vulneráveis a diversas complicações, incluindo infecções e enterocolite necrosante (ECN), uma condição grave com alta morbimortalidade. A imaturidade do sistema imunológico e do trato gastrointestinal contribui para essa vulnerabilidade. A colostroterapia é uma intervenção de baixo custo e alta eficácia que consiste na administração de pequenas quantidades de colostro materno na mucosa oral do prematuro. O colostro é uma fonte rica em fatores imunológicos (IgA, lactoferrina, lisozimas), fatores de crescimento e células imunocompetentes que promovem a maturação intestinal, modulam a resposta inflamatória e conferem proteção contra patógenos. A conduta correta é iniciar a colostroterapia nas primeiras 24 horas de vida, aplicando 0,2 ml de colostro na língua, gengiva e bochechas do bebê. Estudos têm demonstrado que a colostroterapia reduz significativamente a incidência e a gravidade da ECN, melhora a tolerância alimentar e diminui a incidência de sepse tardia em prematuros. Portanto, é uma prática indicada e segura, que deve ser implementada rotineiramente em unidades de terapia intensiva neonatal, contrariando a ideia de que seria inaceitável ou aumentaria o risco de complicações.
A colostroterapia é indicada para prematuros, especialmente os extremos, para promover a imunidade passiva, estimular o desenvolvimento do trato gastrointestinal e reduzir o risco de enterocolite necrosante.
A colostroterapia deve ser iniciada nas primeiras 24 horas de vida, aplicando-se delicadamente 0,2 ml de colostro na língua, gengiva e parte interna das bochechas do prematuro, várias vezes ao dia.
O colostro é rico em imunoglobulinas (principalmente IgA secretória), lactoferrina, lisozimas, citocinas e fatores de crescimento, que conferem proteção contra infecções e modulam a resposta imune, essenciais para o prematuro com sistema imunológico imaturo.
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