UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Com relação a colostroterapia para o recém nascido prematuro, assinale a resposta incorreta:
Colostroterapia para prematuros: 0,2 mL a cada 3h por 5-7 dias, iniciando nas primeiras 24h de vida para maximizar benefícios imunológicos.
A colostroterapia em recém-nascidos prematuros, especialmente os de muito baixo peso, visa fornecer imunidade passiva e fatores tróficos. Os protocolos geralmente recomendam iniciar a administração de pequenas doses de colostro (0,1-0,2 mL) o mais cedo possível, idealmente nas primeiras 24 horas de vida, e não entre 24-96 horas, para otimizar a modulação imunológica e a proteção contra infecções e enterocolite necrosante.
A colostroterapia, ou nutrição enteral mínima com colostro materno, tem emergido como uma intervenção crucial para recém-nascidos prematuros, especialmente aqueles de muito baixo peso. O colostro é uma fonte rica em fatores imunológicos (imunoglobulinas, lactoferrina, lisozima), fatores de crescimento e células vivas, que são vitais para o desenvolvimento e proteção do trato gastrointestinal imaturo e do sistema imunológico do prematuro. Estudos demonstram consistentemente que a colostroterapia interage com o tecido linfoide local do intestino, modulando a resposta inflamatória e fortalecendo a barreira intestinal. Isso resulta em uma redução significativa da incidência de condições graves como a enterocolite necrosante (ECN), uma das principais causas de morbimortalidade em prematuros, e também de diarreia. Além disso, há evidências de que pode contribuir para a redução de sepse tardia, incluindo a sepse fúngica. A eficácia da colostroterapia é maximizada quando iniciada precocemente. A maioria dos protocolos recomenda a administração de pequenas doses (geralmente 0,1 a 0,2 mL) de colostro materno a cada 3 horas, por um período de 5 a 7 dias, com início idealmente nas primeiras 24 horas de vida. A afirmação de que a maioria dos protocolos adota o início entre 24-96 horas de vida está incorreta, pois o consenso atual favorece o início o mais precoce possível para aproveitar a janela de maior permeabilidade intestinal e otimizar os benefícios imunológicos e tróficos.
A colostroterapia oferece imunomodulação, proteção contra infecções (especialmente enterocolite necrosante e sepse), melhora da tolerância alimentar, e estimula o desenvolvimento do trato gastrointestinal imaturo do prematuro.
O colostro contém imunoglobulinas (IgA secretora), lactoferrina, lisozima, citocinas e fatores de crescimento que interagem com o tecido linfoide associado ao intestino (GALT), fortalecendo a barreira intestinal e modulando a resposta inflamatória local e sistêmica.
O momento ideal para iniciar a colostroterapia é o mais cedo possível, preferencialmente nas primeiras 24 horas de vida. O início precoce permite a máxima absorção de fatores imunológicos e tróficos, aproveitando a maior permeabilidade intestinal do prematuro.
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