Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Um paciente de 58 anos, portador de câncer colorretal, foi submetido a uma cirurgia de ressecção de parte do intestino grosso. Durante o procedimento, devido à extensão do tumor e à necessidade de preservar outras estruturas abdominais, foi realizada uma colostomia em alça. Após a cirurgia, o paciente se queixa de dificuldades para lidar com a bolsa de colostomia e manifesta dúvidas sobre os cuidados necessários para evitar complicações, como infecções ou irritações cutâneas. Ele também relata sentir-se inseguro quanto à possibilidade de retorno à função intestinal normal no futuro. O anatomopatológico revelou tratar-se de um adenocarcinoma moderadamente invasivo T3N1M0. Foi encaminhado para tratamento complementar. Esta colostomia poderá ser fechada após:
Colostomia em alça por câncer colorretal T3N1M0 → Fechamento após reestadiamento pós-tratamento adjuvante.
Em pacientes com câncer colorretal submetidos a colostomia temporária para desvio do trânsito intestinal, o fechamento da ostomia é geralmente postergado até a conclusão do tratamento adjuvante e a confirmação do controle da doença através de um reestadiamento oncológico adequado.
A colostomia em alça é um procedimento cirúrgico comum em pacientes com câncer colorretal, especialmente quando há necessidade de desviar o trânsito intestinal temporariamente para proteger uma anastomose distal ou para aliviar uma obstrução. No caso de um adenocarcinoma T3N1M0, o paciente já possui doença localmente avançada com linfonodos positivos, o que implica a necessidade de tratamento adjuvante, geralmente quimioterapia, e em alguns casos, radioterapia. A decisão de fechar uma colostomia temporária não é trivial e deve ser cuidadosamente planejada. No contexto oncológico, o fechamento é postergado até que o paciente tenha completado o tratamento adjuvante e tenha sido submetido a um reestadiamento adequado. Este reestadiamento visa confirmar a ausência de doença residual ou progressão, garantindo que o fechamento da ostomia não comprometerá o prognóstico oncológico ou a segurança do paciente. O fechamento precoce, antes da conclusão do tratamento adjuvante ou sem um reestadiamento adequado, pode expor o paciente a riscos desnecessários, como a necessidade de reoperação ou a interrupção do tratamento oncológico. Portanto, a abordagem deve ser multidisciplinar, envolvendo cirurgiões, oncologistas e estomaterapeutas, para otimizar os resultados e a qualidade de vida do paciente.
A colostomia em alça é frequentemente criada para desviar o fluxo fecal, protegendo uma anastomose distal (se houver) ou desobstruindo o intestino em casos de tumor obstrutivo, permitindo o tratamento neoadjuvante ou adjuvante.
O reestadiamento é essencial para avaliar a resposta ao tratamento adjuvante, confirmar o controle da doença e garantir que não há recorrência ou progressão que possa contraindicar o fechamento da ostomia ou exigir outras intervenções.
Os riscos incluem infecção da ferida cirúrgica, deiscência da anastomose, fístula, obstrução intestinal, íleo paralítico prolongado e, em casos raros, complicações mais graves como sepse.
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