USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Homem, 53 anos, é admitido no serviço de urgência com a lesão demonstrada na figura a seguir.Foi realizado desbridamento e antibioticoterapia conforme imagem apresentada a seguir. A partir da evolução apresentada, qual é a conduta mais adequada neste momento?
Lesão perineal/sacral profunda + infecção grave → desbridamento + ATB + desvio fecal (colostomia).
Em lesões perineais ou sacrais profundas e infectadas, como úlceras por pressão estágio IV ou gangrena de Fournier, após desbridamento e antibioticoterapia, o desvio do trânsito intestinal via colostomia é crucial para evitar contaminação fecal e permitir a cicatrização.
Lesões perineais e sacrais graves, como úlceras por pressão estágio IV ou gangrena de Fournier, representam um desafio terapêutico significativo devido à contaminação constante pela flora intestinal. O manejo inicial envolve desbridamento cirúrgico agressivo para remover todo o tecido necrótico e infectado, seguido de antibioticoterapia de amplo espectro. No entanto, para garantir um ambiente propício à cicatrização e prevenir a recontaminação, o desvio do trânsito intestinal através de uma colostomia em alça é frequentemente uma medida crucial. Esta intervenção permite que a ferida perineal fique limpa e seca, facilitando a granulação e a posterior cobertura com retalhos ou enxertos, se necessário. A decisão de realizar uma colostomia deve ser individualizada, considerando a extensão da lesão, o grau de contaminação e o estado geral do paciente. Residentes devem estar aptos a reconhecer a gravidade dessas lesões e a indicar as medidas terapêuticas adequadas, incluindo o desvio fecal, para otimizar os resultados e reduzir complicações.
A colostomia de desvio é indicada em lesões perineais profundas e infectadas, como úlceras por pressão estágio IV, gangrena de Fournier, ou lesões traumáticas complexas, para proteger a ferida da contaminação fecal e promover a cicatrização.
O desbridamento cirúrgico é fundamental para remover tecido necrótico e infectado, reduzir a carga bacteriana e permitir a cicatrização, sendo um passo inicial e essencial no tratamento de lesões perineais graves.
A ausência de desvio fecal pode levar à contaminação persistente da ferida, falha na cicatrização, progressão da infecção, sepse e aumento da morbimortalidade, comprometendo seriamente o prognóstico do paciente.
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