UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023
Paciente, 86 anos, atendido no pronto-socorro com relato de dor abdominal, parada de eliminação de flatos e fezes há cerca de 4 dias, evoluindo com vômitos fecaloides. Ao toque retal, identificado volumosa massa ocupando toda a luz do reto. Com o objetivo de tratar o quadro urgente, optou-se por abordagem cirúrgica, na qual expôs o cólon transverso, realizou uma pequena abertura na tênia e realizou a colostomia, sustentada por um bastão. Esse tipo de colostomia é chamada de:
Colostomia em alça com bastão = descompressão urgente em obstrução intestinal distal.
A colostomia em alça é um procedimento de descompressão temporária, frequentemente utilizada em situações de urgência como obstrução intestinal distal, permitindo a derivação do fluxo fecal e a resolução da emergência, com posterior reconstrução. O bastão serve para manter a alça exteriorizada e evitar sua retração.
A colostomia em alça é um procedimento cirúrgico temporário que consiste na exteriorização de uma porção do cólon através da parede abdominal, criando um estoma com duas aberturas (uma para o fluxo fecal proximal e outra para o segmento distal inativo). É frequentemente empregada em situações de emergência, como obstrução intestinal aguda por neoplasias ou volvo, perfurações colônicas ou como medida protetora para anastomoses distais de alto risco, permitindo a descompressão do cólon e o desvio do trânsito fecal. Sua principal vantagem é a relativa simplicidade técnica e a possibilidade de reversão futura. O diagnóstico de obstrução intestinal, como no caso da questão, é clínico e radiológico. Sinais como dor abdominal, distensão, parada de eliminação de flatos e fezes, e vômitos fecaloides são altamente sugestivos. A presença de uma massa retal volumosa pode indicar um fecaloma impactado ou uma neoplasia obstrutiva. A decisão pela colostomia em alça visa a descompressão imediata para estabilizar o paciente, especialmente em idosos com comorbidades, onde uma cirurgia mais definitiva poderia ser de alto risco. O tratamento da obstrução intestinal aguda requer intervenção rápida. A colostomia em alça, sustentada por um bastão para evitar a retração do estoma, permite a drenagem do conteúdo intestinal e alivia a pressão. Após a resolução da condição primária e a estabilização do paciente, a colostomia pode ser revertida em um segundo tempo cirúrgico. É fundamental que residentes compreendam as diferentes indicações e técnicas dos estomas intestinais para um manejo adequado das emergências cirúrgicas abdominais.
A colostomia em alça é indicada principalmente em situações de urgência, como obstrução intestinal distal, perfuração colônica ou diverticulite aguda complicada, para desviar o trânsito fecal e proteger anastomoses distais.
A colostomia em alça mantém a continuidade intestinal, exteriorizando uma porção do cólon com duas aberturas (proximal e distal), enquanto a colostomia terminal envolve a secção do intestino e a exteriorização da extremidade proximal.
O bastão é utilizado para sustentar a alça intestinal exteriorizada, evitando sua retração para dentro da cavidade abdominal e garantindo que o estoma permaneça funcional e acessível.
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