FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023
A colopatia isquêmica é a forma mais comum de isquemia intestinal e a maior parte das crises é transitória e de resolução espontânea. Qual o local mais comum da ocorrência dessa patologia?
Colopatia isquêmica → Ângulo esplênico é o local mais comum devido à zona de watershed.
O ângulo esplênico é uma 'zona de watershed' entre a irrigação da artéria mesentérica superior (via artéria cólica média) e a artéria mesentérica inferior (via artéria cólica esquerda), tornando-o mais vulnerável à isquemia em estados de hipoperfusão.
A colopatia isquêmica representa a forma mais prevalente de isquemia intestinal, caracterizada por um suprimento sanguíneo inadequado ao cólon, resultando em inflamação e necrose da parede intestinal. Embora possa afetar qualquer segmento do cólon, o ângulo esplênico é classicamente o local mais acometido, devido à sua localização em uma 'zona de watershed' entre os territórios da artéria mesentérica superior e inferior, tornando-o vulnerável a quedas no fluxo sanguíneo. A maioria dos episódios é transitória e de resolução espontânea, mas é crucial reconhecer os fatores de risco, como aterosclerose, estados de baixo débito cardíaco e uso de certos medicamentos. O diagnóstico da colopatia isquêmica baseia-se na apresentação clínica, que inclui dor abdominal súbita (frequentemente no quadrante inferior esquerdo), sangramento retal (hematoquezia) e diarreia. Exames complementares como a colonoscopia, com achados de edema, eritema, petéquias ou úlceras segmentares, são fundamentais para a confirmação. A tomografia computadorizada pode mostrar espessamento da parede do cólon. É importante diferenciar de outras causas de dor abdominal e sangramento gastrointestinal. O tratamento é predominantemente de suporte, visando restaurar a perfusão colônica e aliviar os sintomas. Isso inclui hidratação intravenosa, repouso intestinal (jejum), e, em casos selecionados, antibióticos para prevenir translocação bacteriana. A cirurgia é reservada para complicações como necrose transmural, perfuração ou estenose persistente. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria dos pacientes se recuperando completamente, mas a recorrência é possível.
Os sintomas incluem dor abdominal súbita (geralmente no quadrante inferior esquerdo), sangramento retal (hematoquezia) e diarreia. A dor pode ser desproporcional aos achados do exame físico.
O ângulo esplênico é uma 'zona de watershed' com dupla irrigação terminal da artéria mesentérica superior e inferior, tornando-o suscetível à isquemia durante períodos de hipoperfusão sistêmica.
O tratamento é geralmente de suporte, incluindo hidratação intravenosa, repouso intestinal e, em alguns casos, antibióticos. A maioria dos casos é transitória e se resolve espontaneamente.
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