Acinetobacter Baumannii: Colonização vs. Infecção e Alta Hospitalar

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Campus Curitiba — Prova 2022

Enunciado

Paciente portadora de cardiopatia chagásica com insuficiência cardíaca procura o pronto atendimento com quadro de dispneia e edema de membros inferiores. Refere que recentemente parou de utilizar as medicações de uso habitual e passou a ingerir maior quantidade de sódio. Ao exame físico, apresenta ortopneia, crepitações difusas à ausculta pulmonar e edema de membros inferiores ++++/IV. Sinais vitais: PA 104 × 66 mmHg, FC 104 bpm, FR 24 irpm, SpO₂ 88% em ar ambiente, tempo de enchimento capilar de 2 segundos e extremidades bem perfundidas. O ecocardiograma realizado há 1 ano demonstrava dilatação biventricular e fração de ejeção de 36%. Após suporte clínico adequado e alguns dias de tratamento, a paciente apresenta melhora considerável, encontra-se estável, sem disfunção orgânica e pronta para receber alta. Porém, o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar informa que houve crescimento de Acinetobacter baumannii multirresistente em swab retal da paciente. Qual é a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Suspender a alta do paciente e iniciar um ciclo hospitalar de Polimixina B por via intravenosa por 7 a 10 dias.
  2. B) Suspender a alta do paciente e iniciar um ciclo de Meropenem por via intravenosa até negativação do swab retal.
  3. C) Manter a alta do paciente sem nenhuma outra medida adicional.
  4. D) Manter a alta do paciente, porém recomendar tratamento com 10 dias de polimixina B por via intramuscular para uso domiciliar.
  5. E) Manter a alta do paciente, porém recomendar tratamento com 10 dias de metronidazol por via oral para uso domiciliar.

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