HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Existem 2 opções de líquidos para infusão na reposição volêmica: cristaloides e coloides. Existem vários tipos de coloides disponíveis na prática clínica e é importante saber quais deles são indicados ou não para reposição volêmica. Em relação à reposição volêmica utilizando coloides é correto afirmar que:
Coloides sintéticos: ↑ efeitos adversos e mortalidade em pacientes graves; uso não justificado por evidências.
Atualmente, a maioria das diretrizes não recomenda o uso rotineiro de coloides sintéticos (como amidos ou gelatinas) para reposição volêmica em pacientes graves, devido à falta de benefício claro e ao risco aumentado de efeitos adversos, como lesão renal aguda e distúrbios de coagulação. Cristaloides são a primeira escolha.
A reposição volêmica é uma intervenção crucial em diversas condições clínicas, como choque hipovolêmico, séptico ou cardiogênico. A escolha do fluido ideal é um tópico de constante debate na medicina intensiva, com implicações diretas na morbimortalidade dos pacientes. Tradicionalmente, os fluidos são divididos em cristaloides e coloides, sendo os primeiros soluções eletrolíticas e os segundos, soluções que contêm moléculas de alto peso molecular. Os cristaloides, como soro fisiológico 0,9% e Ringer Lactato, são a primeira linha de escolha para a maioria das situações de reposição volêmica. Eles se distribuem rapidamente no espaço intersticial e são eficazes na expansão do volume intravascular. Já os coloides, teoricamente, deveriam permanecer mais tempo no espaço intravascular devido à sua pressão oncótica, mas estudos recentes têm questionado essa vantagem e apontado riscos. Atualmente, as evidências científicas não sustentam o uso rotineiro de coloides sintéticos (como amidos e gelatinas) em pacientes graves, especialmente em choque séptico e trauma, devido ao risco aumentado de lesão renal aguda e coagulopatias, sem benefício de mortalidade. A albumina, um coloide natural, tem indicações mais específicas, como em pacientes com cirrose e peritonite bacteriana espontânea, ou em choque séptico após a fase inicial de cristaloides.
Os principais tipos de coloides incluem albumina (natural) e coloides sintéticos como amidos (hidroxietilamido), gelatinas e dextranos.
Cristaloides são preferidos devido à sua eficácia comprovada, menor custo, maior disponibilidade e perfil de segurança mais favorável, com menor risco de efeitos adversos graves em comparação com os coloides sintéticos.
Os coloides sintéticos, especialmente os amidos, estão associados a efeitos adversos como lesão renal aguda, distúrbios de coagulação e, em alguns estudos, aumento da mortalidade em pacientes críticos.
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