CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Com relação ao coloboma do cristalino, é correto afirmar que:
Coloboma do cristalino → Localização inferonasal por falha no fechamento da fissura embrionária.
O coloboma do cristalino não é um coloboma verdadeiro (perda de tecido), mas uma indentação da margem lenticular causada pela ausência ou fragilidade das fibras zonulares em um setor específico.
O coloboma do cristalino é uma anomalia congênita que frequentemente se apresenta como uma indentação unilateral ou bilateral na periferia da lente. Embora possa ocorrer isoladamente, é comum encontrá-lo associado a colobomas de outras estruturas uveais devido à sua origem embriológica compartilhada na fissura óptica. Na prática clínica, o diagnóstico é feito através da biomicroscopia sob midríase, onde se observa o achatamento ou entalhe da borda do cristalino. Do ponto de vista cirúrgico e refrativo, o coloboma do cristalino pode causar astigmatismo irregular e dificuldades durante a cirurgia de catarata, caso o suporte zonular seja insuficiente para a estabilização do saco capsular. O conhecimento da localização inferonasal é um marcador clássico para questões de provas de oftalmologia e genética médica.
A localização mais comum é o quadrante inferonasal. Isso ocorre porque essa é a região onde se completa o fechamento da fissura embrionária durante o desenvolvimento ocular. Qualquer falha nesse processo pode resultar em colobomas que afetam a íris, o corpo ciliar, a coróide, a retina ou o nervo óptico, refletindo-se no cristalino como uma indentação por falta de suporte zonular.
Não. Tecnicamente, o coloboma do cristalino é considerado um 'pseudocoloboma'. O cristalino em si não sofre uma perda de tecido primária. A aparência de 'entalhe' ou 'falha' na periferia do cristalino deve-se à ausência ou ao desenvolvimento anormal das fibras zonulares (Zônula de Zinn) naquela região, o que impede a tração e o arredondamento normal da lente durante o desenvolvimento.
As fibras zonulares estão tipicamente ausentes ou são extremamente frágeis e rudimentares na área correspondente ao coloboma. Por essa razão, a alternativa que afirma que as fibras estão 'normalmente presentes' está incorreta. Essa fragilidade zonular pode, inclusive, predispor o paciente a subluxações do cristalino ou astigmatismo lenticular significativo.
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