Colo Curto na Gestação: Diagnóstico e Manejo Adequado

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Secundigesta, 22 semanas, refere parto normal anterior na 28ª semana. Apresenta colo medindo 21mm em avaliação ultrassonográfica. Nega contrações. Altura uterina= 23cm. Batimento cardíaco fetal= 140bpm. Líquido amniótico normal. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA e CONDUTA ADEQUADA são:

Alternativas

  1. A) corioamnionite ➠ ampicilina e sulfato de magnésio
  2. B) risco aumentado para parto pretermo ➠ progesterona e repouso
  3. C) trabalho de parto prematuro ➠ penicilina cristalina e nifedipina
  4. D) incompetência istmo-cervical ➠ ampicilina, terbutalina
  5. E) gestação normal ➠ betametasona profilática

Pérola Clínica

Colo < 25mm + história de parto prematuro → Risco ↑ para parto pré-termo = Progesterona vaginal.

Resumo-Chave

Em gestantes com história de parto prematuro e colo uterino curto (≤ 25mm) antes de 24 semanas, a progesterona vaginal é a conduta de escolha para reduzir o risco de recorrência. O repouso não tem evidência robusta, mas é frequentemente associado.

Contexto Educacional

O colo uterino curto é um dos principais fatores de risco para o parto prematuro, que afeta cerca de 10% das gestações e é a principal causa de morbimortalidade neonatal. A identificação precoce através da ultrassonografia transvaginal, especialmente em gestantes com história de parto prematuro anterior, é crucial para intervenções profiláticas. A medida do colo uterino entre 18 e 24 semanas é um rastreamento eficaz para identificar gestantes de alto risco. A fisiopatologia do colo curto pode envolver fatores genéticos, inflamatórios ou estruturais. A progesterona vaginal atua estabilizando o miométrio e o colo, reduzindo a atividade contrátil e as alterações cervicais. O diagnóstico diferencial inclui trabalho de parto prematuro (com contrações) e incompetência istmo-cervical (dilatação indolor). A presença de colo curto isolado, sem contrações, em uma gestante com histórico de parto prematuro, indica a necessidade de progesterona. O tratamento com progesterona vaginal (geralmente 200 mg/dia) é a conduta mais eficaz para reduzir o risco de parto prematuro em gestantes com colo curto e/ou história prévia. O repouso, embora frequentemente recomendado, não possui evidências científicas robustas de benefício isolado. A cerclagem cervical é reservada para casos específicos de incompetência istmo-cervical ou falha da progesterona. O acompanhamento ultrassonográfico do colo pode ser realizado para monitorar a resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Qual o valor de corte para colo uterino curto na gestação?

O valor de corte para colo uterino curto, que indica risco aumentado de parto prematuro, é geralmente considerado ≤ 25mm em ultrassonografia transvaginal antes de 24 semanas de gestação.

Qual a conduta para gestante com colo curto e história de parto prematuro?

A conduta adequada é a profilaxia com progesterona vaginal. Em casos selecionados, como incompetência istmo-cervical diagnosticada, a cerclagem pode ser indicada, mas a progesterona é a primeira linha para colo curto isolado.

O que diferencia incompetência istmo-cervical de trabalho de parto prematuro?

A incompetência istmo-cervical é a dilatação indolor do colo uterino, geralmente sem contrações, levando ao parto prematuro. O trabalho de parto prematuro envolve contrações uterinas regulares que causam modificações cervicais.

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