CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021
Secundigesta, 22 semanas, refere parto normal anterior na 28ª semana. Apresenta colo medindo 21 mm em avaliação ultrassonográfica. Nega contrações. Altura uterina= 23cm. Batimento cardíaco fetal= 140bpm. Líquido amniótico normal.A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA e CONDUTA ADEQUADA são:
Colo < 25mm + histórico de prematuridade = alto risco de parto pré-termo → progesterona.
A paciente apresenta um histórico de parto pré-termo (28ª semana) e um colo uterino curto (21 mm) na ultrassonografia em uma gestação atual de 22 semanas. Esses são fatores de risco significativos para um novo parto pré-termo. A conduta adequada para essa situação é a administração de progesterona, que tem demonstrado eficácia na redução do risco de prematuridade em pacientes com colo curto e/ou histórico de parto pré-termo, associada a repouso relativo.
O parto pré-termo, definido como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. A identificação de gestantes em risco é crucial para a implementação de medidas preventivas. Um dos principais preditores de risco é o colo uterino curto, diagnosticado por ultrassonografia transvaginal, especialmente entre 18 e 24 semanas de gestação, quando a medida é inferior a 25 mm. Outro fator de risco importante é o histórico de parto pré-termo espontâneo anterior. A combinação de colo curto e histórico de prematuridade eleva substancialmente o risco de recorrência. Nesses casos, a conduta mais adequada e com evidências de eficácia é a administração de progesterona (via vaginal ou intramuscular, dependendo do protocolo), que atua na manutenção da quiescência uterina e na integridade cervical. O repouso, embora não tenha evidência robusta isoladamente, é frequentemente recomendado como medida auxiliar. É fundamental diferenciar o risco de parto pré-termo do trabalho de parto prematuro estabelecido. Enquanto o colo curto e o histórico de prematuridade indicam um risco que pode ser modulado com progesterona, o trabalho de parto prematuro ativo, com contrações regulares e modificações cervicais, exige outras intervenções, como tocolíticos, corticoesteroides para maturação pulmonar fetal e profilaxia para estreptococo do grupo B. O manejo correto dessas condições é um desafio importante na obstetrícia.
O colo uterino é considerado curto quando sua medida, avaliada por ultrassonografia transvaginal entre 18 e 24 semanas de gestação, é inferior a 25 mm. Essa medida é um importante preditor de risco para parto pré-termo.
A progesterona é utilizada para prevenir o parto pré-termo em gestantes com colo curto ou histórico de prematuridade. Ela atua relaxando a musculatura uterina, inibindo contrações e fortalecendo o colo, além de ter propriedades anti-inflamatórias que podem modular a resposta imune local.
A cerclagem cervical é um procedimento cirúrgico que pode ser indicado em casos de incompetência istmo-cervical, especialmente em gestantes com histórico de perdas gestacionais tardias ou partos pré-termo muito precoces, e quando o colo uterino se encurta significativamente antes da viabilidade fetal, apesar do uso de progesterona.
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