Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
Em um ultrassom obstétrico em gestação de 24 semanas, com colo uterino apresentando comprimento de 15 mm, o desfecho esperado é:
Colo uterino < 25 mm em gestação de 24 semanas → ↑ risco de parto prematuro.
Um comprimento do colo uterino de 15 mm em uma gestação de 24 semanas é considerado curto e está fortemente associado a um risco aumentado de parto prematuro. Essa medida é um dos principais preditores ultrassonográficos de prematuridade.
O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. A identificação de fatores de risco e a implementação de estratégias preventivas são cruciais na assistência pré-natal. Entre os preditores de parto prematuro, o comprimento do colo uterino avaliado por ultrassonografia transvaginal no segundo trimestre (geralmente entre 18 e 24 semanas) é um dos mais importantes. Um colo uterino com comprimento inferior a 25 mm (2,5 cm) é considerado curto e confere um risco significativamente aumentado de parto prematuro espontâneo. A fisiopatologia envolve o amadurecimento cervical precoce, que pode ser assintomático. A detecção precoce permite a intervenção, como a administração de progesterona vaginal, que demonstrou ser eficaz na redução do risco de parto prematuro em gestantes com colo curto. Outras estratégias incluem a cerclagem cervical em casos específicos de história de parto prematuro ou incompetência istmocervical. O acompanhamento ultrassonográfico seriado do colo uterino pode ser indicado em gestantes de alto risco. A compreensão e o manejo adequado do colo uterino curto são essenciais para otimizar os desfechos maternos e neonatais.
Embora possa variar ligeiramente, um comprimento de colo uterino menor que 25 mm (ou 2,5 cm) no segundo trimestre da gestação é geralmente considerado curto e associado a um risco aumentado de parto prematuro.
As intervenções incluem o uso de progesterona vaginal, que demonstrou reduzir o risco de parto prematuro em gestantes com colo curto. Em casos selecionados, a cerclagem cervical pode ser considerada.
O encurtamento do colo uterino reflete alterações na sua estrutura e função, indicando um processo de amadurecimento cervical precoce. Um colo mais curto oferece menos resistência à pressão intrauterina, aumentando a probabilidade de dilatação e parto antes do termo.
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