Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
As doenças inflamatórias intestinais representam um desafio terapêutico para clínicos e cirurgiões, com diretrizes já bem estabelecidas na sua condução. Qual é a abordagem cirúrgica MAIS adequada para um paciente com colite ulcerativa refratária ao tratamento clínico?
Colite ulcerativa refratária ao tratamento clínico → Proctocolectomia total com ileostomia definitiva.
A proctocolectomia total com ileostomia definitiva é a abordagem cirúrgica curativa para colite ulcerativa refratária ao tratamento clínico, removendo todo o cólon e reto, eliminando a doença e suas complicações, sendo uma opção em casos de falha terapêutica ou complicações graves.
A colite ulcerativa (CU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto, caracterizada por inflamação contínua da mucosa. Embora o tratamento clínico com medicamentos como aminosalicilatos, corticosteroides, imunomoduladores e agentes biológicos seja a primeira linha, uma parcela significativa dos pacientes pode desenvolver doença refratária, necessitando de intervenção cirúrgica. A refratariedade é definida pela falha em responder à terapia medicamentosa otimizada, ou pela dependência de corticosteroides para manter a remissão. Quando a colite ulcerativa se torna refratária ao tratamento clínico, ou em casos de complicações graves como megacólon tóxico, perfuração, hemorragia incontrolável ou displasia/câncer, a cirurgia se torna a principal opção terapêutica. A abordagem cirúrgica mais adequada e curativa para a colite ulcerativa é a proctocolectomia total, que envolve a remoção completa do cólon e do reto. Esta cirurgia elimina a fonte da doença, prevenindo futuras exacerbações e o risco de câncer colorretal associado à CU de longa data. Existem duas principais opções após a proctocolectomia total: a criação de uma bolsa ileal (pouch ileal) com anastomose ileoanal, que permite a manutenção da continência fecal, ou a ileostomia definitiva, onde o íleo terminal é exteriorizado através da parede abdominal. A escolha entre essas opções depende de fatores como a condição clínica do paciente, presença de comorbidades, risco de complicações e preferência do paciente. A ileostomia definitiva é frequentemente preferida em pacientes mais idosos, com comorbidades significativas, ou naqueles com alto risco de falha da bolsa ileal, oferecendo uma solução definitiva e segura para a doença refratária.
As indicações incluem colite ulcerativa refratária ao tratamento clínico otimizado, displasia de alto grau ou câncer colorretal, megacólon tóxico, hemorragia maciça e perfuração intestinal.
A proctocolectomia total remove todo o cólon e reto, que são os locais da doença na colite ulcerativa, sendo assim uma cirurgia curativa. A ileostomia definitiva é uma opção quando a anastomose ileoanal não é possível ou desejada.
Outra opção comum é a proctocolectomia total com bolsa ileal (pouch ileal) e anastomose ileoanal, que permite a manutenção da continência fecal, mas pode ter complicações como a pouchite.
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