UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
São indicações de tratamento cirúrgico na colite ulcerativa, EXCETO:
Manifestações extraintestinais da colite ulcerativa RARAMENTE são indicação cirúrgica primária.
Embora as manifestações extraintestinais sejam comuns na colite ulcerativa, elas geralmente não são uma indicação direta para cirurgia, a menos que sejam refratárias ao tratamento clínico e ameacem a vida, ou que a doença intestinal subjacente exija cirurgia.
A colite ulcerativa (CU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto. Embora o tratamento seja predominantemente clínico, com medicamentos imunossupressores e biológicos, a cirurgia (colectomia) é necessária em uma parcela significativa dos pacientes devido a complicações ou falha terapêutica. A decisão cirúrgica é complexa e deve ser individualizada. As indicações absolutas para cirurgia na colite ulcerativa incluem: megacólon tóxico (dilatação colônica aguda com toxicidade sistêmica), perfuração intestinal, hemorragia colônica maciça refratária ao tratamento clínico, e displasia de alto grau ou câncer colorretal. Indicações relativas, mas importantes, são a intratabilidade clínica (doença refratária à terapia médica otimizada, impactando significativamente a qualidade de vida) e o retardo de crescimento em crianças. As manifestações extraintestinais, como artrite, espondilite anquilosante, uveíte, eritema nodoso e colangite esclerosante primária, são comuns na CU. No entanto, elas raramente são a indicação primária para cirurgia. A maioria dessas manifestações melhora com o controle da inflamação intestinal. A cirurgia pode ser considerada se a manifestação extraintestinal for grave e refratária, mas geralmente em conjunto com uma indicação intestinal subjacente. A exceção pode ser a colangite esclerosante primária, que não melhora com a colectomia e aumenta o risco de colangiocarcinoma, mas a cirurgia não é curativa para ela.
As principais indicações incluem intratabilidade clínica (doença refratária à terapia máxima), displasia de alto grau ou câncer colorretal, megacólon tóxico, hemorragia maciça refratária e perfuração intestinal.
Muitas manifestações extraintestinais (como artrite, eritema nodoso) melhoram com o tratamento da doença intestinal subjacente. A cirurgia é considerada apenas se a manifestação for grave, refratária e não houver outra indicação intestinal.
Megacólon tóxico é uma complicação grave da colite ulcerativa caracterizada por dilatação colônica aguda, sinais de toxicidade sistêmica e risco iminente de perfuração. É uma emergência cirúrgica devido ao alto risco de mortalidade.
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