FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
O maior risco de câncer de cólon em paciente com colite ulterativa ocorre em?
Pancolite + > 8-10 anos de doença = maior risco de câncer colorretal em colite ulcerativa.
O risco de câncer colorretal em pacientes com colite ulcerativa aumenta significativamente com a extensão da doença (pancolite) e a duração da doença (especialmente após 8-10 anos), sendo esses os fatores de risco mais importantes.
A colite ulcerativa (CU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de câncer colorretal (CCR). A compreensão dos fatores de risco para CCR em pacientes com CU é vital para a estratificação de risco e a implementação de estratégias de vigilância adequadas. Entre os diversos fatores, a extensão da doença e sua duração são os mais importantes e bem estabelecidos. Pacientes com pancolite, ou seja, envolvimento inflamatório de todo o cólon, apresentam um risco substancialmente maior de CCR em comparação com aqueles com proctite ou colite esquerda. Além disso, o risco de CCR aumenta progressivamente com a duração da doença, tornando-se particularmente elevado após 8 a 10 anos do diagnóstico, e continua a crescer com o passar do tempo. A inflamação crônica e recorrente da mucosa colônica é o principal mecanismo subjacente a essa transformação maligna. Para residentes e profissionais, é fundamental reconhecer que a história familiar de pólipos colônicos é um fator de risco geral para CCR, mas em pacientes com CU, a extensão e a duração da doença superam outros fatores. A gravidade de crises agudas ou a presença de manifestações extraintestinais não são preditores diretos do risco de CCR. A vigilância endoscópica com biópsias direcionadas e aleatórias é a pedra angular na detecção precoce de displasia e CCR nesses pacientes de alto risco.
Os principais fatores de risco são a extensão da doença (pancolite), a duração da doença (especialmente após 8-10 anos), a presença de colangite esclerosante primária e história familiar de câncer colorretal.
A inflamação crônica e extensa da mucosa colônica, característica da pancolite e da longa duração da doença, leva a alterações displásicas e metaplásicas que predispõem ao desenvolvimento de câncer colorretal.
A vigilância endoscópica regular com biópsias múltiplas é crucial para detectar displasia ou câncer em estágio inicial, permitindo intervenções precoces e melhorando o prognóstico desses pacientes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo