Colite por C. difficile: Tratamento e Opções Terapêuticas

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020

Enunciado

A colite pseudomembranosa é uma a infecção causada pelo Clostridium difficili no ambiente nosocomial, normalmente atribuído ao uso prévio de antibióticos, desequilibrando a microbiota intestinal. Em relação a colite pseudomembranosa, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Clindamicina venosa é a droga ideal para ser feita em doentes graves.
  2. B) Para o diagnóstico, é essencial realizar a colonoscopia com biópsia.
  3. C) Fidaxomicina é um dos possíveis antibióticos usados para o tratamento da colite pseudomembranosa.
  4. D) Pulsoterapia com metilprednisolona nas crises graves tem alta eficácia na remissão como adjuvante ao tratamento com antibióticos.
  5. E) Nos casos de colite a administração de vancomicina venosa isolada ou associada à clindamicina são as medicações de escolha. Clostridium é um gram positivo normalmente sensível a esses antimicrobianos idealmente acompanhar a dose com a dosagem sérica de vancomicina.

Pérola Clínica

Colite por C. difficile: Fidaxomicina e Vancomicina oral são tratamentos de escolha, Metronidazol para casos leves/moderados.

Resumo-Chave

A fidaxomicina é um antibiótico macrolídeo com alta eficácia contra Clostridioides difficile, especialmente em casos de infecção recorrente ou grave, sendo uma das opções de tratamento recomendadas, juntamente com a vancomicina oral.

Contexto Educacional

A colite pseudomembranosa, causada por Clostridioides difficile (anteriormente Clostridium difficile), é uma infecção intestinal comum no ambiente nosocomial, frequentemente associada ao uso prévio de antibióticos que desequilibram a microbiota intestinal. A bactéria produz toxinas que causam inflamação e diarreia, podendo levar a quadros graves como megacólon tóxico. O diagnóstico é feito pela detecção das toxinas de C. difficile nas fezes ou por testes moleculares. O tratamento visa erradicar a bactéria e restaurar a microbiota. As opções incluem vancomicina oral e fidaxomicina oral, que são os tratamentos preferenciais para a maioria dos casos, especialmente os graves ou recorrentes. O metronidazol oral pode ser usado em casos leves a moderados, mas com menor eficácia. É crucial evitar o uso de antibióticos que precipitaram a infecção, se possível. Em casos de recorrência, além da fidaxomicina, o transplante de microbiota fecal (TMF) tem se mostrado altamente eficaz. A pulsoterapia com corticoides não é uma conduta padrão para a colite por C. difficile e a vancomicina intravenosa não é eficaz para a infecção intraluminal.

Perguntas Frequentes

Quais são os antibióticos de primeira linha para o tratamento da colite por C. difficile?

Os antibióticos de primeira linha são a vancomicina oral e a fidaxomicina oral. O metronidazol oral pode ser considerado para casos leves a moderados, mas é menos eficaz que os outros dois.

Por que a vancomicina intravenosa não é eficaz para colite por C. difficile?

A vancomicina intravenosa não atinge concentrações terapêuticas significativas no lúmen intestinal, onde o C. difficile causa a infecção. Para ser eficaz, a vancomicina deve ser administrada por via oral.

Quando o transplante de microbiota fecal é indicado para colite por C. difficile?

O transplante de microbiota fecal (TMF) é indicado principalmente para casos de infecção recorrente por C. difficile, após falha de tratamentos antibióticos convencionais, demonstrando alta taxa de sucesso na prevenção de novas recorrências.

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