PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Em relação à colite pseudomembranosa, assinale a alternativa ERRADA:
Esporos de C. difficile são RESISTENTES e têm longa sobrevida no ambiente, não efêmera.
A colite pseudomembranosa é causada pelo Clostridioides difficile, cujos esporos são altamente resistentes e podem sobreviver por longos períodos no ambiente, facilitando a transmissão nosocomial. O diagnóstico baseia-se na detecção das toxinas A e B nas fezes, e a translocação dessas toxinas para a circulação portal é uma complicação conhecida.
A colite pseudomembranosa, causada principalmente pela bactéria Clostridioides difficile (anteriormente Clostridium difficile), é uma infecção intestinal grave que se tornou uma preocupação crescente em ambientes hospitalares e comunitários. A compreensão de sua etiologia, fisiopatologia e métodos diagnósticos é fundamental para residentes, dada a sua prevalência e o potencial de complicações sérias. O Clostridioides difficile é uma bactéria anaeróbia produtora de toxinas (Toxina A e Toxina B) que causam inflamação e dano à mucosa colônica. Um ponto crucial é a capacidade do C. difficile de formar esporos, que são estruturas altamente resistentes ao calor, desinfetantes e antibióticos. Contrariamente à afirmação da alternativa A, esses esporos têm uma sobrevida prolongada no ambiente, o que facilita a transmissão nosocomial e a recorrência da infecção. Além disso, o microorganismo pode ser encontrado em fezes de pacientes assintomáticos, que atuam como reservatórios. O diagnóstico da colite pseudomembranosa baseia-se na detecção das toxinas A e B nas fezes, geralmente por ELISA, que possui boa sensibilidade e especificidade. A translocação das toxinas para a circulação portal é uma complicação reconhecida, contribuindo para a toxicidade sistêmica. O tratamento envolve a suspensão do antibiótico causador (se possível) e o uso de antibióticos específicos, como vancomicina oral ou fidaxomicina, e em casos refratários, transplante de microbiota fecal.
Os esporos são formas dormentes e altamente resistentes do C. difficile que podem sobreviver por meses em superfícies hospitalares. Eles são resistentes a muitos desinfetantes e ao ácido gástrico, permitindo a transmissão fecal-oral e a colonização intestinal.
O teste ELISA para as toxinas A e B nas fezes é o método diagnóstico padrão ouro, pois a presença das toxinas é que causa a doença. A detecção do C. difficile por PCR sem a presença de toxinas pode indicar apenas colonização assintomática.
Os principais fatores de risco incluem uso recente de antibióticos (especialmente clindamicina, fluoroquinolonas, cefalosporinas), idade avançada, hospitalização prolongada, uso de inibidores de bomba de prótons e comorbidades graves.
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