Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
No tratamento da colite pseudomembranosa ou associada a antibióticos, o tratamento inicial seria com:
Colite pseudomembranosa (C. difficile) leve/moderada → Metronidazol VO é o tratamento inicial.
A colite pseudomembranosa, causada por Clostridioides difficile, é uma infecção comum após uso de antibióticos. Para casos leves a moderados, o metronidazol oral é a primeira escolha devido à sua eficácia e menor custo, enquanto a vancomicina oral é reservada para casos mais graves ou refratários.
A colite pseudomembranosa, ou infecção por Clostridioides difficile (CDI), é uma causa importante de diarreia nosocomial e está frequentemente associada ao uso prévio de antibióticos. A bactéria produz toxinas que causam inflamação e dano à mucosa colônica, levando a diarreia, dor abdominal e, em casos graves, megacólon tóxico. O diagnóstico é feito pela detecção das toxinas de C. difficile nas fezes. A gravidade da doença determina a escolha do tratamento. Casos leves a moderados são caracterizados por leucocitose < 15.000 células/mm³ e creatinina sérica < 1,5 vezes o valor basal, sem sinais de doença grave ou complicada. Para CDI leve a moderada, o metronidazol oral (500 mg 3x/dia por 10-14 dias) é o tratamento de primeira linha. Em casos graves ou refratários, a vancomicina oral é preferida. É crucial descontinuar o antibiótico que precipitou a infecção, se possível, e evitar antidiarreicos como o loperamida, que podem prolongar a exposição à toxina e piorar o quadro.
O metronidazol oral é a primeira escolha para casos leves a moderados de infecção por C. difficile devido à sua eficácia e custo. A vancomicina oral é reservada para casos graves, refratários ou recorrentes, sendo mais potente contra a bactéria no lúmen intestinal.
A vancomicina intravenosa não é eficaz para colite pseudomembranosa porque não atinge concentrações significativas no lúmen intestinal, onde o Clostridioides difficile reside e causa a infecção. A via oral é essencial para que o medicamento atue localmente.
Os principais fatores de risco incluem uso prévio de antibióticos (especialmente clindamicina, fluoroquinolonas, cefalosporinas), idade avançada, hospitalização prolongada, uso de inibidores de bomba de prótons e comorbidades graves.
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