HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022
Paciente internada no CTI do Hospital Naval Marcílio Dias por 74 dias, devido à infecção por COVID-19. No momento, em reabilitação na enfermaria, traqueostomizada, recebendo alimentação por via oral e com melhora motora, sem sinais clínicos de novo foco infeccioso Durante a internação, fez diversos esquemas de antibióticos e nos últimos 3 dias vem apresentando volumosa diarreia, não sanguinolenta, acompanhada de febre baixa. O residente fez hipótese de colite pseudomembranosa. A partir dessa hipótese, assinale a opção correta.
Diagnóstico de colite por C. difficile = detecção de toxinas A/B nas fezes ou PCR para gene de toxina.
A confirmação diagnóstica da infecção por Clostridioides difficile (anteriormente Clostridium difficile) é crucial e baseia-se na detecção das toxinas A ou B nas fezes, ou na identificação do gene produtor de toxina por PCR, não apenas na presença do microrganismo.
A colite pseudomembranosa é uma inflamação grave do cólon, classicamente associada ao uso de antibióticos, que alteram a microbiota intestinal e permitem a proliferação de Clostridioides difficile. É uma das causas mais comuns de diarreia nosocomial e pode variar de quadros leves a fulminantes, com risco de megacólon tóxico e óbito, sendo um desafio importante na prática clínica hospitalar. O agente etiológico, Clostridioides difficile, é um bacilo Gram-positivo, anaeróbio e formador de esporos. A patogenicidade está ligada à produção de toxinas A (enterotoxina) e B (citotoxina), que causam dano à mucosa intestinal. A suspeita diagnóstica surge em pacientes com diarreia (≥ 3 evacuações não moldadas em 24h por ≥ 2 dias) após uso recente de antibióticos, frequentemente acompanhada de febre e leucocitose, mas nem sempre presentes. A confirmação diagnóstica é feita pela detecção das toxinas A ou B nas fezes, ou pela identificação do gene produtor de toxina via PCR. O tratamento de primeira linha inclui metronidazol oral para casos leves a moderados e vancomicina oral para casos graves ou refratários. Recorrências são comuns (15-30%), exigindo estratégias de manejo específicas, como pulsos de vancomicina ou transplante de microbiota fecal em casos selecionados.
O diagnóstico deve ser suspeitado em pacientes com diarreia (≥ 3 evacuações de fezes não moldadas a cada 24 horas, durante ≥ 2 dias) sem outra causa aparente, especialmente após uso de antibióticos. A confirmação é feita pela detecção das toxinas A ou B nas fezes ou por PCR para o gene produtor de toxina.
A detecção das toxinas A ou B é fundamental porque a simples presença do Clostridioides difficile nas fezes (por cultura, por exemplo) não significa doença ativa, já que o microrganismo pode colonizar o intestino sem causar sintomas. As toxinas são as responsáveis pela patogênese da colite.
O tratamento de primeira linha inclui metronidazol oral para casos leves a moderados e vancomicina oral para casos graves ou refratários. Fidaxomicina é uma alternativa para casos específicos ou recorrências. A administração é oral, não venosa, para atingir o local da infecção.
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