Colite Pseudomembranosa: Diagnóstico e Manejo Essencial

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022

Enunciado

Após avaliação de um paciente internado por pé diabético infectado - com uso por tempo prolongado de ceftriaxona e clindamicina - que evoluiu com quadro de febre e mais de 10 episódios/dia de diarreia aquosa, levantou-se a hipótese de colite pseudomembranosa. O exame que tem maior importância para confirmação deste diagnóstico é:

Alternativas

  1. A) Parasitológico de Fezes (MIF).
  2. B) Pesquisa das toxinas A e B.
  3. C) Cápsula endoscópica.
  4. D) Calprotectina fecal.
  5. E) Reação de Widal.

Pérola Clínica

Suspeita de colite pseudomembranosa pós-ATB → Pesquisa de toxinas A e B de C. difficile nas fezes.

Resumo-Chave

A colite pseudomembranosa, frequentemente causada por *Clostridioides difficile* após uso prolongado de antibióticos, manifesta-se com diarreia aquosa e febre. O diagnóstico de confirmação mais importante é a pesquisa das toxinas A e B do *C. difficile* nas fezes, que são os fatores de virulência responsáveis pela patogenia da doença.

Contexto Educacional

A colite pseudomembranosa, causada principalmente por *Clostridioides difficile*, é uma complicação grave e relativamente comum do uso de antibióticos, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico para residentes. O quadro clínico típico envolve diarreia aquosa profusa, dor abdominal e febre, especialmente em pacientes com histórico de uso recente de antibióticos de amplo espectro, como ceftriaxona e clindamicina. A suspeita clínica é o primeiro passo crucial para um manejo adequado. O diagnóstico definitivo da infecção por *C. difficile* baseia-se na detecção das toxinas A e B nas fezes. Métodos como PCR para o gene da toxina também são utilizados, mas a presença das toxinas é fundamental para confirmar a doença ativa. Outros exames, como a calprotectina fecal, podem indicar inflamação, mas não são específicos para a etiologia. A colonoscopia pode revelar as pseudomembranas características, mas é mais invasiva e geralmente reservada para casos atípicos ou refratários. Para residentes, é vital reconhecer a apresentação clínica, solicitar o exame correto e iniciar o tratamento prontamente. O manejo inclui a suspensão do antibiótico causador e a administração de antibióticos específicos como vancomicina oral ou fidaxomicina. A prevenção, através do uso racional de antibióticos e medidas de controle de infecção, é igualmente importante para reduzir a incidência dessa condição nos ambientes hospitalares.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para colite pseudomembranosa?

Os principais fatores de risco incluem uso recente ou prolongado de antibióticos (especialmente clindamicina, fluoroquinolonas, cefalosporinas), idade avançada, hospitalização prolongada, comorbidades graves e uso de inibidores de bomba de prótons.

Qual a importância das toxinas A e B no diagnóstico de *Clostridioides difficile*?

As toxinas A (enterotoxina) e B (citotoxina) são os principais fatores de virulência do *C. difficile*, responsáveis pelos danos à mucosa intestinal e pelos sintomas da colite. Sua detecção nas fezes é o método mais confiável para confirmar a infecção ativa e a doença.

Qual o tratamento inicial para a colite pseudomembranosa?

O tratamento inicial envolve a interrupção do antibiótico causador, se possível, e o início de antibióticos específicos contra *C. difficile*, como vancomicina oral ou fidaxomicina. Em casos graves, pode ser considerada a metronidazol intravenosa ou até transplante de microbiota fecal.

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