SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Qual a classe de antimicrobiano a seguir está relacionada a colite pseudomembranosa em crianças?
Uso de Clindamicina (Lincosamida) → Risco elevado de Colite Pseudomembranosa por C. difficile.
A colite pseudomembranosa resulta do supercrescimento de Clostridioides difficile após a disbiose intestinal causada por antibióticos, sendo as lincosamidas classicamente associadas.
A colite pseudomembranosa é uma complicação séria da antibioticoterapia. Em pediatria, embora menos comum que em idosos, deve ser suspeitada em qualquer criança que apresente diarreia profusa, dor abdominal e febre durante ou após o uso de antimicrobianos. O tratamento envolve a suspensão do agente causador e o uso de metronidazol ou vancomicina oral. As lincosamidas, como a clindamicina, possuem um espectro que atinge gram-positivos e anaeróbios, o que impacta severamente a flora comensal do cólon. A prevenção baseia-se no uso racional de antibióticos e medidas de higiene rigorosas em ambiente hospitalar para evitar a transmissão de esporos.
A patogênese envolve a supressão da microbiota intestinal normal por antibióticos, permitindo que o C. difficile colonize o cólon e produza toxinas (A e B). Essas toxinas causam inflamação da mucosa, formação de exsudatos amarelados (pseudomembranas) e diarreia secretora grave.
Historicamente, a clindamicina (lincosamida) é a mais associada proporcionalmente ao risco. No entanto, devido à frequência de uso, as cefalosporinas de 2ª e 3ª gerações, amoxicilina/clavulanato e fluoroquinolonas são causas comuns na prática clínica atual.
O diagnóstico é confirmado pela detecção das toxinas A e B nas fezes através de imunoensaio (ELISA) ou pela detecção do gene da toxina via PCR. A colonoscopia pode mostrar as pseudomembranas características, mas raramente é necessária para o diagnóstico inicial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo