AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Paciente masculino de 55 anos, encontra-se internado em enfermaria após revascularização do miocárdio que evolui com infecção do esterno e mediastinite. Encontra-se no 15°dia de antibioticoterapia. Inicia com quadro de dor abdominal, principalmente no flanco esquerdo, associado a diarreia líquida e febre. Em relação a este caso clinico, analise as assertivas abaixo.I - A hipótese diagnóstica principal é de colite pseudomembranosa e o diagnóstico laboratorial pode ser feito por meio da detecção de toxinas nas fezes.II - O principal fator de risco na história do paciente é o tratamento prévio com antibióticos. III - Um exame endoscópico do cólon pode demonstrar uma mucosa inflamada coberta por placas esbranquiçadas ou amareladas. IV - O tratamento inicial deste paciente inclui a cessação do tratamento antibiótico prévio e o inicio de metronidazol. Estão corretas
Colite pseudomembranosa: diarreia + febre pós-ATB → C. difficile; Dx por toxinas nas fezes; Tx inicial = suspender ATB + Metronidazol/Vancomicina.
A colite pseudomembranosa, causada por Clostridioides difficile, é uma complicação comum da antibioticoterapia. A suspeita deve surgir em pacientes com diarreia, dor abdominal e febre após uso recente de antibióticos. O diagnóstico é feito pela detecção de toxinas nas fezes e a endoscopia pode revelar as pseudomembranas características.
A colite pseudomembranosa é uma infecção intestinal grave causada pela bactéria Clostridioides difficile (anteriormente Clostridium difficile). É uma das principais causas de diarreia nosocomial e está fortemente associada ao uso prévio de antibióticos, que alteram a flora intestinal normal, permitindo a proliferação do C. difficile e a produção de toxinas. O reconhecimento precoce é vital para evitar complicações. A fisiopatologia envolve a produção de toxinas A e B pelo C. difficile, que causam inflamação, necrose da mucosa colônica e formação das pseudomembranas características. Os sintomas incluem dor abdominal, diarreia aquosa, febre e leucocitose. O diagnóstico é confirmado pela detecção das toxinas nas fezes. Em casos selecionados, a colonoscopia pode revelar as pseudomembranas amareladas sobre a mucosa inflamada. O tratamento consiste na interrupção do antibiótico agressor e no início de terapia específica com metronidazol oral (para casos leves a moderados) ou vancomicina oral (para casos graves ou refratários). A hidratação e o suporte são fundamentais. A prevenção inclui o uso racional de antibióticos e medidas de controle de infecção para evitar a disseminação hospitalar.
O principal fator de risco é o uso prévio de antibióticos, especialmente de amplo espectro, que alteram a microbiota intestinal e permitem a proliferação de Clostridioides difficile.
O diagnóstico laboratorial é feito pela detecção de toxinas A e B de Clostridioides difficile nas fezes, utilizando testes como ELISA ou PCR.
O tratamento inicial inclui a cessação do antibiótico que precipitou a infecção e o início de metronidazol oral para casos leves a moderados, ou vancomicina oral para casos graves.
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