HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Sobre a colite pseudomembranosa como causadora da diarreia assinale a INCORRETA:
Colite pseudomembranosa grave → Vancomicina oral é 1ª linha; colectomia é para casos fulminantes refratários.
A colite pseudomembranosa é causada principalmente pelo Clostridioides difficile (anteriormente Clostridium difficile) e está associada ao uso de antibióticos. O tratamento para formas graves inclui vancomicina oral. A colectomia subtotal é uma medida extrema reservada para casos de colite fulminante com megacólon tóxico, perfuração ou refratariedade ao tratamento clínico, e não como primeira opção antes da vancomicina EV.
A colite pseudomembranosa é uma condição grave, geralmente causada pela toxina do Clostridioides difficile (CDI), que se manifesta como diarreia, dor abdominal e, em casos graves, megacólon tóxico ou perfuração intestinal. É classicamente associada ao uso prévio de antibióticos, que alteram a microbiota intestinal e permitem a proliferação do C. difficile. Cefalosporinas, clindamicina e fluoroquinolonas são os principais agentes etiológicos. O diagnóstico é confirmado pela detecção das toxinas A e B do C. difficile nas fezes ou por testes moleculares. Em casos de dúvida ou para avaliar a gravidade, a colonoscopia pode revelar as pseudomembranas características. O tratamento envolve a suspensão do antibiótico incriminado e o uso de antimicrobianos específicos. Para casos leves a moderados, metronidazol oral pode ser utilizado. No entanto, para formas graves ou refratárias, a vancomicina oral é a droga de escolha, pois atinge altas concentrações no lúmen intestinal. A vancomicina endovenosa não é eficaz para a infecção intraluminal. A colectomia subtotal é uma intervenção cirúrgica de resgate, indicada apenas em situações de colite fulminante com complicações como megacólon tóxico, perfuração ou choque séptico refratário ao tratamento clínico máximo, e não como uma opção precoce antes da otimização do tratamento medicamentoso. É crucial que o residente saiba diferenciar as formas da doença e aplicar o tratamento correto.
Os antibióticos mais comumente associados são as cefalosporinas (especialmente de 2ª e 3ª geração), clindamicina, fluoroquinolonas, amoxicilina e ampicilina, por alterarem a microbiota intestinal e favorecerem o crescimento do Clostridioides difficile.
O diagnóstico é feito pela pesquisa de toxinas A e B do C. difficile nas fezes, ou por testes moleculares (PCR). Em casos selecionados, a colonoscopia pode revelar as pseudomembranas características.
O tratamento inicial para a colite pseudomembranosa grave inclui a suspensão do antibiótico causador, e o uso de vancomicina oral ou fidaxomicina. Metronidazol oral pode ser usado em casos leves a moderados. A vancomicina endovenosa não é eficaz para a infecção intraluminal.
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