UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Uma criança de três anos de idade, previamente hígida, deu entrada na unidade de internação de um hospital com quadro de tosse, febre e secreção nasal, sendo medicada com ceftriaxona, ranitidina, probiótico, ibuprofeno e corticoides. Após quadro dias internada a criança evolui com dor abdominal, retorno da febre e diarreia com sangue nas fezes. Realizou-se pesquisa de toxinas A e B nas fezes para Clostridioides, com resultado positivo. Com base no caso descrito acima, selecione qual o principal fator de risco para aquisição da Colite Pseudomembranosa.
Uso de antibióticos de amplo espectro (ex: Ceftriaxona) é o principal fator de risco para Colite Pseudomembranosa por *Clostridioides difficile*.
A colite pseudomembranosa é causada pela proliferação de *Clostridioides difficile* (anteriormente *Clostridium difficile*) no cólon, geralmente após a disrupção da microbiota intestinal normal pelo uso de antibióticos de amplo espectro. A ceftriaxona, uma cefalosporina de terceira geração, é um dos antibióticos mais frequentemente associados a essa condição.
A colite pseudomembranosa, causada pela infecção por Clostridioides difficile (CDI), é uma das principais causas de diarreia nosocomial e diarreia associada a antibióticos. A bactéria Clostridioides difficile é um bacilo gram-positivo anaeróbio formador de esporos, que pode ser um comensal da microbiota intestinal, mas se torna patogênico ao produzir toxinas A e B. O principal fator de risco para o desenvolvimento de CDI é o uso de antibióticos, especialmente os de amplo espectro, como cefalosporinas de terceira geração (ex: ceftriaxona), clindamicina e fluoroquinolonas. Esses antibióticos perturbam a microbiota intestinal normal, permitindo a proliferação de C. difficile e a produção de suas toxinas, que causam inflamação, necrose da mucosa colônica e formação de pseudomembranas. Outros fatores de risco incluem internação hospitalar prolongada, idade avançada, imunossupressão e uso de inibidores de bomba de prótons ou antagonistas de receptores H2 (como a ranitidina), embora estes últimos sejam considerados fatores secundários. O quadro clínico varia de diarreia leve a grave, podendo evoluir para colite fulminante, megacólon tóxico e perfuração intestinal. O diagnóstico é confirmado pela detecção das toxinas de C. difficile nas fezes. O tratamento envolve a suspensão do antibiótico causador, se possível, e o uso de metronidazol ou vancomicina oral, dependendo da gravidade e recorrência. A prevenção, através do uso racional de antibióticos e medidas de controle de infecção, é fundamental.
Em crianças, a colite pseudomembranosa pode se apresentar com dor abdominal, febre, diarreia aquosa ou sanguinolenta, desidratação e, em casos graves, megacólon tóxico.
Antibióticos de amplo espectro eliminam a microbiota intestinal normal, permitindo a proliferação de Clostridioides difficile resistente, que produz toxinas A e B, causando inflamação e diarreia.
O diagnóstico é feito pela detecção das toxinas A e B de Clostridioides difficile nas fezes, ou por testes moleculares que identificam o gene da toxina, em pacientes com diarreia e fatores de risco.
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