AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Uma menina de 17 anos é admitida no hospital com dor abdominal, febre, diarreia com sangue e tenesmo. Há 2 semanas, a paciente fez uso de clindamicina para o tratamento de foliculite. Previamente hígida. Ao exame físico, observa-se dor abdominal difusa. A imagem mostra uma dilatação significativo do cólon. A provável etiologia da condição dessa garota é qual das seguintes?
Uso de clindamicina + diarreia sanguinolenta + megacólon → Colite por C. difficile.
A colite por Clostridium difficile é uma complicação grave do uso de antibióticos, especialmente clindamicina, que pode evoluir para megacólon tóxico, uma emergência médica caracterizada por dilatação colônica significativa.
A colite por Clostridium difficile (CCD) é uma infecção intestinal grave, comumente associada ao uso de antibióticos, que alteram a flora intestinal e permitem a proliferação da bactéria. É uma causa importante de diarreia nosocomial e comunitária, com incidência crescente e potencial para complicações sérias. A clindamicina é um dos antibióticos mais frequentemente implicados. A fisiopatologia envolve a produção de toxinas A e B pelo C. difficile, que causam inflamação, necrose da mucosa colônica e formação de pseudomembranas. O diagnóstico é baseado na suspeita clínica (diarreia, dor abdominal, febre, leucocitose, histórico de uso de antibióticos) e confirmado pela detecção das toxinas nas fezes. A suspeita deve ser alta em pacientes com diarreia após uso de antibióticos. O tratamento envolve a suspensão do antibiótico causador, hidratação e uso de antibióticos específicos contra C. difficile, como vancomicina oral ou fidaxomicina. Complicações como megacólon tóxico, perfuração intestinal e sepse exigem intervenção cirúrgica e são associadas a alta mortalidade, sendo crucial o reconhecimento precoce da dilatação colônica.
O principal fator de risco é o uso prévio de antibióticos, especialmente clindamicina, fluoroquinolonas e cefalosporinas, que alteram a microbiota intestinal e permitem a proliferação do C. difficile.
Sinais de alerta incluem dor abdominal intensa, distensão abdominal, febre alta, taquicardia, hipotensão e dilatação colônica significativa em exames de imagem.
O histórico de uso recente de antibióticos é crucial. O diagnóstico é confirmado pela detecção de toxinas de C. difficile nas fezes, além da clínica característica.
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