HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
Qual fator está associado a maior risco de colite por Clostridium difficille?
Uso de antibióticos = principal fator de risco para colite por Clostridium difficile.
O uso de antibióticos é o fator de risco mais significativo para o desenvolvimento de colite por Clostridium difficile, pois altera a microbiota intestinal normal, permitindo a proliferação da bactéria e a produção de toxinas.
A colite por Clostridium difficile (CCD) é uma infecção intestinal grave causada pela bactéria Clostridioides difficile (anteriormente Clostridium difficile), que produz toxinas que danificam a mucosa do cólon. É uma das principais causas de diarreia associada a antibióticos e uma preocupação crescente em ambientes hospitalares e comunitários, com potencial para morbidade e mortalidade significativas. O principal fator de risco para o desenvolvimento da CCD é o uso de antibióticos. Ao eliminar a microbiota intestinal normal, os antibióticos criam um ambiente propício para a proliferação do C. difficile, que pode estar presente como esporos e germinar. Outros fatores de risco incluem idade avançada, internação hospitalar prolongada, comorbidades, uso de inibidores de bomba de prótons e cirurgias gastrointestinais. A suspeita de CCD deve surgir em pacientes que desenvolvem diarreia (geralmente aquosa e frequente) durante ou após o uso de antibióticos. O diagnóstico é laboratorial, e o tratamento envolve a suspensão do antibiótico causador (se possível) e o uso de antibióticos específicos contra C. difficile, como vancomicina oral ou fidaxomicina. A prevenção da transmissão em ambientes de saúde é crucial.
Antibióticos de amplo espectro, como clindamicina, fluoroquinolonas, cefalosporinas de terceira geração e penicilinas de amplo espectro, são os mais comumente associados.
Outros fatores incluem idade avançada, internação hospitalar prolongada, comorbidades graves, uso de inibidores de bomba de prótons (IBPs) e cirurgias gastrointestinais.
O diagnóstico é feito pela detecção das toxinas A e B do C. difficile ou do gene da toxina em amostras de fezes, geralmente por testes de imunoensaio enzimático (EIA) ou PCR.
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