Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2020
O que o C. difficile causa em pacientes imunossuprimidos?
C. difficile em imunossuprimidos → colite pseudomembranosa grave.
Clostridioides difficile é uma bactéria anaeróbia que causa colite, especialmente em pacientes com uso prévio de antibióticos e/ou imunossupressão. A infecção varia de diarreia leve a colite fulminante, sendo a colite pseudomembranosa a forma mais grave.
A infecção por Clostridioides difficile (anteriormente Clostridium difficile) é uma causa comum de diarreia associada a cuidados de saúde e um desafio significativo na prática clínica, especialmente em pacientes imunossuprimidos. Esta bactéria anaeróbia gram-positiva é responsável por um espectro de doenças que variam de diarreia leve a colite pseudomembranosa grave e megacólon tóxico, com alta morbidade e mortalidade. A patogênese da doença está ligada à produção de toxinas (Toxina A e Toxina B) que causam inflamação e dano à mucosa colônica. O principal fator de risco é a disrupção da microbiota intestinal normal pelo uso de antibióticos, permitindo a proliferação do C. difficile. Em pacientes imunossuprimidos, a resposta imune comprometida pode levar a uma doença mais grave e refratária, com maior risco de complicações e recorrências. O diagnóstico é feito pela detecção das toxinas nas fezes de pacientes com diarreia. O tratamento envolve a interrupção do antibiótico causador (se possível) e a administração de antibióticos específicos, como vancomicina oral ou fidaxomicina. Em casos graves ou recorrentes, outras abordagens como transplante de microbiota fecal podem ser consideradas. A prevenção da infecção e da transmissão nosocomial é crucial, com foco em higiene das mãos e uso racional de antibióticos.
Os principais fatores de risco incluem uso prévio de antibióticos (especialmente de amplo espectro), idade avançada, hospitalização prolongada, uso de inibidores de bomba de prótons e imunossupressão.
O diagnóstico é feito pela detecção das toxinas A e B de C. difficile nas fezes, geralmente por ensaios imunoenzimáticos ou PCR, em pacientes com diarreia e suspeita clínica.
O tratamento de primeira linha para a maioria dos casos é vancomicina oral ou fidaxomicina. Metronidazol oral pode ser usado para casos leves a moderados, mas é menos eficaz.
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