UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
A colite isquêmica é uma condição que acomete mais frequentemente o cólon esquerdo, incluindo o ângulo esplênico do cólon. Pode-se afirmar que as duas áreas bem definidas, onde a circulação colateral do cólon é classicamente inconsistente e vulnerável a isquemia, são:
Colite isquêmica → mais comum em áreas de 'watershed': Ponto de Griffiths (flexura esplênica) e Ponto de Sudeck (junção retossigmoide).
A colite isquêmica afeta predominantemente as áreas de 'watershed' do cólon, que são regiões com circulação colateral menos robusta. Os dois pontos mais vulneráveis são o Ponto de Griffiths (na flexura esplênica, entre a artéria mesentérica superior e inferior) e o Ponto de Sudeck (na junção retossigmoide, entre a artéria mesentérica inferior e as artérias retais superiores).
A colite isquêmica é uma condição inflamatória do cólon causada por um fluxo sanguíneo inadequado, levando à isquemia e necrose da parede intestinal. É mais comum em idosos e em pacientes com doenças cardiovasculares, diabetes ou em estados de baixo débito cardíaco. Embora possa afetar qualquer segmento do cólon, o cólon esquerdo, especialmente a flexura esplênica e o cólon sigmoide, é o local mais frequentemente acometido. A vulnerabilidade dessas regiões deve-se à sua localização nas chamadas 'áreas de watershed' ou 'zonas de fronteira vascular', onde a irrigação sanguínea é menos robusta e depende de anastomoses colaterais que podem ser inconsistentes. Os dois pontos clássicos de vulnerabilidade são o Ponto de Griffiths, na flexura esplênica, que é a zona de transição entre o suprimento da artéria mesentérica superior e inferior, e o Ponto de Sudeck, na junção retossigmoide, que marca a transição entre a artéria mesentérica inferior e as artérias retais superiores. O diagnóstico da colite isquêmica é baseado na apresentação clínica (dor abdominal súbita, sangramento retal, diarreia), achados de imagem (tomografia computadorizada com espessamento da parede colônica) e, em casos duvidosos, colonoscopia com biópsia. O tratamento é geralmente de suporte, com fluidos intravenosos, repouso intestinal e antibióticos, reservando a cirurgia para casos de necrose, perfuração ou peritonite.
As 'áreas de watershed' são regiões do cólon onde o suprimento sanguíneo de duas artérias adjacentes se encontra, mas a circulação colateral é menos desenvolvida. Isso as torna mais vulneráveis à isquemia em situações de hipoperfusão sistêmica ou oclusão vascular.
O Ponto de Griffiths está localizado na flexura esplênica do cólon, sendo a área de transição entre o suprimento da artéria mesentérica superior (via artéria cólica média) e a artéria mesentérica inferior (via artéria cólica esquerda). É uma das áreas mais comuns de isquemia colônica.
O Ponto de Sudeck está situado na junção retossigmoide, representando a área de anastomose entre a artéria mesentérica inferior (via artéria sigmoide) e as artérias retais superiores (ramos da ilíaca interna). É outra área de 'watershed' crítica, frequentemente afetada pela colite isquêmica.
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