Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Qual é a localização mais comum de colite isquêmica?
Colite isquêmica → Mais comum em "zonas de watershed": flexura esplênica (ponto de Griffith) e cólon descendente.
A colite isquêmica ocorre mais frequentemente em áreas do cólon que são "zonas de watershed" ou "zonas de fronteira", onde o suprimento sanguíneo é menos robusto e mais vulnerável a quedas de fluxo. A flexura esplênica (ponto de Griffith) e o cólon descendente (ponto de Sudeck) são classicamente as regiões mais acometidas devido à sua dependência de anastomoses entre diferentes artérias mesentéricas.
A colite isquêmica é a forma mais comum de isquemia intestinal, resultante de uma redução transitória ou permanente do fluxo sanguíneo para o cólon, levando à inflamação e necrose da parede intestinal. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais prevalente em idosos com fatores de risco cardiovasculares. É uma condição importante a ser reconhecida, pois pode variar de um quadro autolimitado a uma emergência cirúrgica. A fisiopatologia envolve a hipoperfusão da parede colônica, frequentemente em áreas com suprimento sanguíneo marginal, conhecidas como "zonas de watershed". As duas principais são a flexura esplênica (ponto de Griffith), onde a artéria mesentérica superior e inferior se encontram, e a junção retossigmoide/cólon descendente (ponto de Sudeck), onde a artéria mesentérica inferior e a artéria ilíaca interna se anastomosam. Essas regiões são mais vulneráveis a quedas de pressão ou fluxo. O diagnóstico é baseado na apresentação clínica (dor abdominal súbita, sangramento retal), exames laboratoriais (leucocitose, lactato elevado) e, principalmente, na colonoscopia com biópsia, que revela alterações isquêmicas da mucosa. O tratamento é geralmente de suporte, com hidratação venosa, repouso intestinal e antibióticos, mas casos graves com necrose transmural, perfuração ou peritonite exigem intervenção cirúrgica.
Zonas de watershed são regiões onde o suprimento sanguíneo de duas artérias adjacentes se encontra, formando uma área de menor vascularização colateral. No cólon, a flexura esplênica (entre a artéria mesentérica superior e inferior) e o cólon sigmoide/descendente (entre a artéria mesentérica inferior e a artéria ilíaca interna) são exemplos, tornando-as mais suscetíveis à isquemia.
Fatores de risco incluem idade avançada, aterosclerose, doenças cardiovasculares, hipotensão, choque, arritmias, uso de certos medicamentos (vasoconstritores, cocaína), estados de hipercoagulabilidade e cirurgias abdominais prévias.
Os sintomas incluem dor abdominal súbita e cólica (geralmente no lado esquerdo), urgência para defecar, sangramento retal leve a moderado (hematoquezia) e diarreia. Em casos graves, pode haver febre, peritonite e choque.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo