SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2020
A médica Paula atende o paciente Roberto, de 45 anos. Ele chega com queixa de dor lombar esquerda de forte intensidade, iniciada há 1 hora, com irradiação para a região de virilha e genitais, associada com náuseas e vômitos. Nega febre. Tem dor a punho percussão lombar ipsilateral. Ela prescreve um anti-inflamatório não esteroide injetável, com melhora dos sintomas. É o terceiro episódio de cólica renal de Roberto. O primeiro foi há 3 semanas, que também cedeu com medicamento injetável na unidade de saúde, e o segundo há 1 semana, que melhorou com analgesia prescrita para casa na primeira consulta. A conduta mais adequada seria manter a prescrição de:
Cólica renal recorrente: AINE + alfa-bloqueador (doxazosina) para terapia expulsiva. Hidratação ↑ é crucial.
Em casos de cólica renal recorrente, além da analgesia com AINEs, a terapia expulsiva médica com alfa-bloqueadores como a doxazosina é indicada para facilitar a passagem do cálculo. O acompanhamento é fundamental, e a restrição hídrica é uma conduta incorreta, devendo-se sempre incentivar o aumento da ingesta de líquidos para prevenir novas formações e auxiliar na eliminação.
A cólica renal é uma das emergências urológicas mais comuns, causada pela obstrução aguda do trato urinário por cálculos. A dor é excruciante e exige manejo rápido e eficaz. A epidemiologia mostra uma alta taxa de recorrência, tornando a prevenção e o acompanhamento cruciais para a saúde do paciente. O diagnóstico é clínico, mas exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia são essenciais para confirmar a presença, tamanho e localização do cálculo. Fisiopatologicamente, a dor resulta do aumento da pressão intraluminal e espasmo ureteral. O tratamento agudo foca na analgesia com AINEs e, em muitos casos, na terapia expulsiva médica com alfa-bloqueadores (como doxazosina ou tansulosina), que relaxam o músculo liso ureteral. A hidratação adequada é um pilar fundamental, tanto no tratamento agudo quanto na prevenção de novos episódios, ao contrário da restrição hídrica que é um erro comum. O prognóstico da cólica renal é geralmente bom com o manejo adequado, mas a recorrência é uma preocupação. Pacientes com múltiplos episódios devem ser investigados para causas metabólicas e receber orientações dietéticas e de hidratação. O acompanhamento urológico é indispensável para definir a necessidade de intervenções mais invasivas (litotripsia, ureteroscopia) e para a profilaxia a longo prazo, visando diminuir a morbidade e melhorar a qualidade de vida.
A cólica renal é caracterizada por dor lombar intensa, súbita, em flanco, que irradia para virilha e genitais. Frequentemente, é acompanhada de náuseas, vômitos e dor à punho percussão lombar ipsilateral, sem febre inicialmente.
A conduta inicial envolve analgesia potente, geralmente com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) injetáveis, que são eficazes na redução da dor e do espasmo ureteral. Em casos recorrentes ou com cálculos maiores, pode-se associar terapia expulsiva médica.
A doxazosina, um alfa-bloqueador, é usada na terapia expulsiva médica para cálculos ureterais. Ela relaxa a musculatura lisa do ureter, facilitando a passagem do cálculo e diminuindo a dor associada ao espasmo.
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