SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2015
Paciente, sexo masculino, com passado de litíase ureteral, comparece ao Pronto Atendimento com dor lombar intensa e hematúria. Realiza tomografia computadorizada que diagnostica litíase ureteral à direita. Após analgesia adequada é necessário a definição de conduta. Diante do exposto, indique a melhor classe de drogas a ser empregada para analgesia, no caso.
Cólica renal: AINEs são a primeira escolha para analgesia, reduzem dor e espasmo.
A dor da cólica renal, causada pela litíase ureteral, é uma das mais intensas. A classe de drogas de primeira linha para analgesia são os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que atuam inibindo a síntese de prostaglandinas, reduzindo a inflamação, o edema e o espasmo da musculatura lisa ureteral, aliviando a dor de forma eficaz.
A cólica renal, frequentemente associada à litíase ureteral, é uma das emergências urológicas mais comuns e causa dor intensa, exigindo manejo rápido e eficaz. Residentes e estudantes de medicina devem dominar a abordagem terapêutica, especialmente no que tange à analgesia. A dor é resultado da obstrução do fluxo urinário, levando à distensão do sistema coletor e espasmo ureteral, mediados por prostaglandinas. O diagnóstico da litíase ureteral é confirmado por exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada sem contraste o padrão-ouro. Após a confirmação, o foco inicial é o alívio da dor. A escolha da medicação é crucial. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são considerados a primeira linha de tratamento para a dor da cólica renal. Eles atuam inibindo a ciclo-oxigenase, reduzindo a produção de prostaglandinas, o que diminui a inflamação, o edema e o espasmo da musculatura lisa ureteral, proporcionando alívio eficaz da dor. Em casos de dor refratária aos AINEs ou em pacientes com contraindicações, opioides podem ser utilizados como terapia de resgate. Além da analgesia, o manejo da litíase ureteral pode incluir terapia expulsiva com alfa-bloqueadores (como tansulosina) para cálculos menores, e intervenções urológicas (ureteroscopia, litotripsia) para cálculos maiores ou complicados. O conhecimento dessas abordagens é fundamental para a prática clínica e para as provas de residência.
A dor intensa na cólica renal é causada principalmente pela obstrução aguda do ureter por um cálculo, que leva ao aumento da pressão intraluminal, distensão da cápsula renal e espasmo da musculatura lisa ureteral. A liberação de prostaglandinas também contribui para a dor e o espasmo.
Os AINEs são a primeira escolha porque inibem a síntese de prostaglandinas, que são mediadores importantes da dor, inflamação e espasmo ureteral. Ao reduzir esses fatores, os AINEs promovem um alívio eficaz da dor e podem até facilitar a passagem do cálculo.
Os opioides são indicados para pacientes com dor refratária aos AINEs, naqueles com contraindicações aos AINEs (como doença renal crônica avançada, úlcera péptica ativa) ou em casos de dor extremamente severa que necessite de alívio rápido enquanto os AINEs fazem efeito.
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