Cólica Renal Aguda: Manejo da Dor e Terapia Expulsiva

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2022

Enunciado

Sérgio, 60 anos, hipertenso, com história de cirurgia bariátrica aos 52 anos, iniciou há cerca de 6 horas um quadro de dor lombar intensa com irradiação para flanco e testículo esquerdos associado a náuseas e vômitos. Relata também quadro de hematúria macroscópica. Nega febre. Ao exame físico: regular estado geral (REG), hidratado, taquicárdico. PA: 160x90 mmHg. Abdome: globoso, distendido, peristáltico, timpânico, doloroso difusamente à palpação, massas e visceromegalia não palpáveis, sem sinais de irritação peritoneal. Giordano positivo. A conduta mais adequada para o caso seria:

Alternativas

  1. A) Iniciar a analgesia preferencialmente com opiáceo, devido a intensidade do quadro álgico e prescrever hidratação venosa para terapia expulsiva da litíase urinária.
  2. B) Prescrever anti-inflamatório não esteroide (AINE) para analgesia e tansulosina para terapia expulsiva e restrição hídrica, na fase de dor.
  3. C) Prescrever AINE para analgesia e doxazosina para terapia expulsiva. Devido a maior risco de recorrência de litíase pela história de cirurgia bariátrica realizar avaliação bioquímica.
  4. D) Prescrever opiáceo para analgesia e tansulosina para terapia expulsiva. Após expulsão do cálculo renal, recomendar diurético tiazídico para prevenção secundária de litíase renal.

Pérola Clínica

Cólica renal intensa → AINE + tansulosina para terapia expulsiva; hidratação oral na fase de dor.

Resumo-Chave

Em pacientes com cólica renal aguda e dor intensa, a analgesia com AINEs é a primeira escolha, pois atua na fisiopatologia da dor (inflamação e espasmo). A tansulosina é indicada para terapia expulsiva, especialmente em cálculos ureterais distais. Restrição hídrica na fase de dor intensa pode ser benéfica para evitar distensão da via urinária.

Contexto Educacional

A cólica renal é uma das emergências urológicas mais comuns, caracterizada por dor intensa devido à obstrução aguda da via urinária por um cálculo. Sua prevalência é alta, e a recorrência é frequente, especialmente em pacientes com fatores de risco como histórico de cirurgia bariátrica, que altera o metabolismo de oxalato e cálcio. O reconhecimento rápido e o manejo adequado são cruciais para aliviar o sofrimento do paciente e prevenir complicações. A fisiopatologia envolve a obstrução do fluxo urinário, levando a aumento da pressão intraluminal, distensão da cápsula renal e liberação de mediadores inflamatórios, resultando em dor intensa. O diagnóstico é clínico, com exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada para confirmar a presença e localização do cálculo. É importante diferenciar de outras causas de dor abdominal ou lombar. O tratamento visa aliviar a dor e promover a expulsão do cálculo. A analgesia com AINEs é a primeira linha, com opioides reservados para dor refratária. A terapia expulsiva medicamentosa com alfa-bloqueadores como a tansulosina é eficaz para cálculos ureterais. A hidratação deve ser oral e moderada na fase aguda da dor. A avaliação bioquímica para identificar a causa da litíase é fundamental para prevenção secundária.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da cólica renal?

A cólica renal se manifesta com dor lombar intensa, irradiando para flanco e testículo/grandes lábios, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos e hematúria.

Qual a conduta inicial para analgesia na cólica renal?

A conduta inicial para analgesia na cólica renal é o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que atuam na redução da inflamação e espasmo da via urinária. Opioides podem ser usados em casos de dor refratária.

Quando a tansulosina é indicada na litíase urinária?

A tansulosina é indicada para terapia expulsiva medicamentosa em cálculos ureterais, especialmente os distais e menores que 10 mm, facilitando a passagem do cálculo e aliviando a dor.

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