CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Paciente do sexo masculino, 40 anos, dá entrada no pronto atendimento com quadro de dor tipo cólica, de início súbito, bastante intensa, que iniciou em região lombar alta à direita e irradiou para FD e hemibolsa escrotal direita, com evolução de 4hs. Refere vômitos. Nega febre e diarreia. Ao exame físico, o paciente se apresenta ansioso, inquieto na maca, com facies de dor, taquicárdico, sudoreico e normotenso. Seu abdome é bastante doloroso à palpação profunda em Flanco Direito e Fossa Ilíaca Direita, sem sinais de irritação peritoneal. Leucograma: 9.000. EAS: incontáveis hemácias e piócitos/campo.Sobre a investigação diagnóstica e tratamento deste paciente, assinale a alternativa INCORRETA:
Cólica renal aguda → TC sem contraste é padrão ouro para diagnóstico de litíase urinária.
A cólica renal aguda, frequentemente causada por litíase urinária, é uma emergência dolorosa. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve sem contraste é o exame de imagem de escolha devido à sua alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos e hidronefrose, superando a urografia excretora em acurácia e segurança.
A cólica renal aguda é uma das emergências urológicas mais comuns, caracterizada por dor intensa e súbita, geralmente em flanco, que pode irradiar para a região inguinal e genitália. É frequentemente causada pela obstrução do trato urinário por cálculos (litíase urinária), resultando em distensão da cápsula renal e espasmo da musculatura lisa. A apresentação clínica típica inclui dor tipo cólica, náuseas, vômitos e, por vezes, hematúria. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação e a avaliação de complicações exigem exames complementares. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve sem contraste é atualmente o padrão-ouro para o diagnóstico de litíase urinária, oferecendo alta sensibilidade e especificidade na detecção de cálculos de qualquer composição e na avaliação de hidronefrose. A urografia excretora, embora útil no passado, tem menor acurácia, maior tempo de execução e risco de reações ao contraste, sendo menos utilizada na fase aguda. O tratamento inicial visa o alívio da dor, com AINEs e opioides. Em casos de cálculos pequenos e sem complicações, o tratamento conservador pode incluir alfa-bloqueadores (como tansulosina) para facilitar a expulsão. No entanto, a presença de infecção associada à obstrução, insuficiência renal ou dor refratária são indicações para intervenção urológica urgente, que pode ser cirúrgica ou endoscópica, para desobstrução e drenagem.
A Tomografia Computadorizada de abdome e pelve sem contraste é o exame de imagem de escolha para cólica renal aguda, devido à sua alta sensibilidade e especificidade na detecção de cálculos e hidronefrose.
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) como diclofenaco e analgésicos opioides como morfina são frequentemente usados para controle da dor, além de antieméticos para náuseas e vômitos.
A internação é indicada em casos de complicações infecciosas (febre, pielonefrite), insuficiência renal aguda, obstrução urinária bilateral ou em rim único, dor refratária ou incapacidade de hidratação oral.
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