Cólica Renal Aguda: Diagnóstico e Manejo Atualizado

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 40 anos, dá entrada no pronto atendimento com quadro de dor tipo cólica, de início súbito, bastante intensa, que iniciou em região lombar alta à direita e irradiou para FD e hemibolsa escrotal direita, com evolução de 4hs. Refere vômitos. Nega febre e diarreia. Ao exame físico, o paciente se apresenta ansioso, inquieto na maca, com facies de dor, taquicárdico, sudoreico e normotenso. Seu abdome é bastante doloroso à palpação profunda em Flanco Direito e Fossa Ilíaca Direita, sem sinais de irritação peritoneal. Leucograma: 9.000. EAS: incontáveis hemácias e piócitos/campo.Sobre a investigação diagnóstica e tratamento deste paciente, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A identificação de complicações infecciosas, insuficiência renal ou complicações obstrutivas urinárias, indicam internação hospitalar e possível tratamento cirúrgico/endoscópico.
  2. B) O uso de anti-inflamatórios não esteroidais como o Diclofenaco® e a morfina são drogas frequentemente usadas no tratamento inicial nestes casos.
  3. C) Na ausência de complicações, o uso da Tansulosina e da Nifedipina podem evitar a necessidade do tratamento cirúrgico para o caso acima.
  4. D) Já que a urografia excretora com contraste venoso apresenta a maior sensibilidade e especificidade no diagnóstico etiológico e de complicações para estes casos, esta é preferencialmente o exame de imagem indicado para avaliação inicial e decisão terapêutica.

Pérola Clínica

Cólica renal aguda → TC sem contraste é padrão ouro para diagnóstico de litíase urinária.

Resumo-Chave

A cólica renal aguda, frequentemente causada por litíase urinária, é uma emergência dolorosa. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve sem contraste é o exame de imagem de escolha devido à sua alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos e hidronefrose, superando a urografia excretora em acurácia e segurança.

Contexto Educacional

A cólica renal aguda é uma das emergências urológicas mais comuns, caracterizada por dor intensa e súbita, geralmente em flanco, que pode irradiar para a região inguinal e genitália. É frequentemente causada pela obstrução do trato urinário por cálculos (litíase urinária), resultando em distensão da cápsula renal e espasmo da musculatura lisa. A apresentação clínica típica inclui dor tipo cólica, náuseas, vômitos e, por vezes, hematúria. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação e a avaliação de complicações exigem exames complementares. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve sem contraste é atualmente o padrão-ouro para o diagnóstico de litíase urinária, oferecendo alta sensibilidade e especificidade na detecção de cálculos de qualquer composição e na avaliação de hidronefrose. A urografia excretora, embora útil no passado, tem menor acurácia, maior tempo de execução e risco de reações ao contraste, sendo menos utilizada na fase aguda. O tratamento inicial visa o alívio da dor, com AINEs e opioides. Em casos de cálculos pequenos e sem complicações, o tratamento conservador pode incluir alfa-bloqueadores (como tansulosina) para facilitar a expulsão. No entanto, a presença de infecção associada à obstrução, insuficiência renal ou dor refratária são indicações para intervenção urológica urgente, que pode ser cirúrgica ou endoscópica, para desobstrução e drenagem.

Perguntas Frequentes

Qual o exame de imagem de escolha para cólica renal aguda?

A Tomografia Computadorizada de abdome e pelve sem contraste é o exame de imagem de escolha para cólica renal aguda, devido à sua alta sensibilidade e especificidade na detecção de cálculos e hidronefrose.

Quais medicamentos são usados no tratamento inicial da cólica renal?

Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) como diclofenaco e analgésicos opioides como morfina são frequentemente usados para controle da dor, além de antieméticos para náuseas e vômitos.

Quando a internação hospitalar é indicada para cólica renal?

A internação é indicada em casos de complicações infecciosas (febre, pielonefrite), insuficiência renal aguda, obstrução urinária bilateral ou em rim único, dor refratária ou incapacidade de hidratação oral.

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