Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023
Homem de 24 anos de idade é avaliado com o quadro de 3 horas de dor intensa no flanco direito que se irradia para a virilha, associado a náuseas, sudorese e disúria, sem febre ou calafrios. A história médica é de outra forma normal. Ele não toma remédios. Ao exame físico: frequência cardíaca: 104 bpm; outros sinais vitais são normais; o paciente parece desconfortável, com dor; o exame abdominal revela sensibilidade costovertebral direita; o restante do exame não é digno de nota. Analgesia parenteral é iniciada. Exames séricos: cálcio: 9,8 mg/dL; creatinina: 0,8 mg/dL. Exame de urina: gravidade específica de 1,020; pH: 5,0; proteína: ausente; esterase leucocitária negativa; nitrito: negativo; hemácias: 30/campo; leucócitos: normais. O exame diagnóstico de imagem de maior sensibilidade que deve ser solicitado é
Dor em flanco irradiando para virilha + hematúria + disúria = Cólica renal por cálculo. Imagem de escolha: TC abdome e pelve sem contraste.
O quadro clínico de dor intensa no flanco com irradiação para a virilha, associado a náuseas, sudorese e hematúria microscópica, é altamente sugestivo de cólica renal devido à urolitíase. A tomografia computadorizada multidetector de abdome e pelve sem contraste é o exame de imagem de maior sensibilidade e especificidade para detectar cálculos urinários e suas complicações.
A cólica renal é uma das dores mais intensas que um paciente pode experimentar, geralmente causada pela obstrução aguda do trato urinário por um cálculo. A urolitíase é uma condição comum, com alta prevalência e recorrência, sendo um tema frequente em emergências e provas de residência. O reconhecimento rápido dos sintomas e a escolha do método diagnóstico adequado são cruciais para o manejo eficaz e para evitar complicações. O quadro clínico típico da cólica renal inclui dor súbita e excruciante no flanco, que pode irradiar para a região inguinal ou genitais, acompanhada de náuseas, vômitos, sudorese e, frequentemente, sintomas urinários como disúria, polaciúria e hematúria. O exame físico pode revelar sensibilidade à palpação na região costovertebral. A análise de urina geralmente mostra hematúria microscópica, mesmo na ausência de infecção (esterase leucocitária e nitrito negativos). Para o diagnóstico de urolitíase, a tomografia computadorizada multidetector de abdome e pelve sem contraste é o exame de imagem de maior sensibilidade e especificidade. Ela permite a detecção de cálculos de qualquer composição, a avaliação do grau de hidronefrose e a identificação de diagnósticos diferenciais. A ultrassonografia pode ser utilizada em situações específicas, como gravidez, mas tem menor sensibilidade para cálculos ureterais. O tratamento inicial foca na analgesia e, dependendo do tamanho e localização do cálculo, pode envolver manejo conservador, litotripsia ou intervenção cirúrgica.
A cólica renal é caracterizada por dor intensa e súbita no flanco, que pode irradiar para a virilha, genitais ou abdome. Frequentemente, é acompanhada de náuseas, vômitos, sudorese, disúria e hematúria (macroscópica ou microscópica).
A TC sem contraste é o padrão-ouro porque possui alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos urinários de todos os tipos e tamanhos, independentemente de sua composição. Ela também permite avaliar a presença de hidronefrose e outras complicações, além de identificar diagnósticos diferenciais.
Os diagnósticos diferenciais da dor no flanco incluem pielonefrite, apendicite (especialmente se retrocecal), diverticulite, aneurisma de aorta abdominal, herpes zoster, dor musculoesquelética e, em mulheres, patologias ginecológicas como gravidez ectópica ou cisto ovariano torcido.
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