CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023
Paciente mulher 26 anos, chega ao PS com dor lombar D, tipo cólica, de forte intensidade e início súbito. Náuseas e vômitos presentes, irradiação para grandes lábios e parede vaginal ipsilateral. BEG, algo taquicárdica, pouco sudoreica, sem febre, com abdome plano pouco doloroso, sem sinais de peritonismo e com sinal de Giordano positivo à direita. Marque a alternativa correta em relação à principal hipótese diagnóstica e condutas iniciais recomendadas.
Dor lombar cólica intensa com irradiação para genitália + Giordano positivo + náuseas/vômitos = Cólica Nefrética.
A cólica nefrética é caracterizada por dor lombar súbita, intensa e em cólica, frequentemente com irradiação para a região inguinal ou genitália, devido à obstrução aguda do trato urinário por um cálculo. A presença de náuseas, vômitos e sinal de Giordano positivo reforça a suspeita, e a conduta inicial visa aliviar a dor e investigar a causa.
A cólica nefrética é uma das emergências urológicas mais comuns, caracterizada por dor intensa e súbita, geralmente na região lombar, que pode irradiar para o flanco, abdome inferior, região inguinal e genitália. É causada pela obstrução aguda do trato urinário, mais frequentemente por um cálculo renal ou ureteral, levando à distensão da cápsula renal e espasmo da musculatura lisa do ureter. A prevalência de litíase renal é alta, e a cólica nefrética é a principal manifestação aguda. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A dor é tipicamente em cólica, de forte intensidade, e o paciente pode apresentar-se inquieto, buscando posições de alívio. Náuseas e vômitos são comuns devido à ativação de reflexos viscerais. O sinal de Giordano positivo (dor à punho-percussão na loja renal) é um achado importante. Exames laboratoriais iniciais incluem urinálise (podendo mostrar hematúria microscópica ou macroscópica), hemograma e função renal. A conduta inicial visa o alívio da dor, sendo os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) a primeira linha, com opioides como alternativa ou adjuvantes para dor refratária. A hidratação é importante, mas não excessiva. A investigação por imagem é crucial para confirmar o diagnóstico, localizar o cálculo, avaliar seu tamanho e identificar complicações como hidronefrose. A tomografia computadorizada de abdome e pelve sem contraste é o padrão-ouro, mas a ultrassonografia pode ser uma boa ferramenta inicial, especialmente em gestantes. O manejo subsequente dependerá do tamanho do cálculo, sua localização e a presença de complicações.
A cólica nefrética manifesta-se com dor lombar súbita, intensa, em cólica, que irradia para a região inguinal, grandes lábios ou testículos. Frequentemente, é acompanhada de náuseas, vômitos e disúria.
A conduta inicial inclui analgesia potente (AINEs e/ou opioides), hidratação, coleta de exames laboratoriais (hemograma, função renal, urinálise) e investigação por imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada.
A cólica nefrética geralmente não cursa com febre alta e calafrios, que são comuns na pielonefrite. Embora ambas possam ter Giordano positivo, a dor da cólica nefrética é mais em cólica e a pielonefrite apresenta sinais de infecção sistêmica.
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