UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
C. O. B., masculino, 40 anos, sem comorbidades deu entrada no pronto-socorro com quadro de dor tipo cólica com irradiação para fossa ilíaca direita e bolsa escrotal, sem melhora com uso de analgésicos. Nega febre e alteração de jato urinário. Ao exame: PA: 120x80 mmHg. Fc 90 bpm. Fr 18 irpm. Abdome com RHA presentes e Giordano positivo à direita. Exames laboratoriais: Creatinina 1,8; Ureia 45; Hb 16 Ht 48% leucócitos de 8000 com 0% de bastões; Urina 1 hemácias 35 p/c leucócitos 05 p/c nitrito negativo; PCR 30.Tendo esse caso clínico como referência, assinale a alternativa correta.
Cólica nefrética: dor lombar irradiada para flanco/genitália, hematúria, Giordano positivo → imagem essencial para diagnóstico e complicação.
A cólica nefrética é uma dor intensa, geralmente causada por litíase urinária, que exige investigação por imagem para confirmar o diagnóstico, localizar o cálculo e avaliar a presença de obstrução ou hidronefrose. A disfunção renal aguda pode ser secundária à obstrução, e a ausência de febre e nitrito negativo na urina diminuem a probabilidade de pielonefrite aguda como causa primária.
A cólica nefrética é uma das emergências urológicas mais comuns, caracterizada por dor intensa causada pela obstrução aguda do trato urinário, geralmente por um cálculo renal. A prevalência de litíase urinária é alta, afetando cerca de 10-15% da população em algum momento da vida, sendo mais comum em homens e com pico de incidência entre 20 e 50 anos. O reconhecimento rápido e o manejo adequado são cruciais para aliviar a dor e prevenir complicações como infecção e lesão renal aguda. A fisiopatologia envolve a migração de um cálculo que obstrui o ureter, levando a um aumento da pressão intraluminal e espasmo da musculatura lisa, resultando na dor característica. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, mas a confirmação e avaliação de complicações dependem de exames de imagem. A ultrassonografia é a primeira linha em gestantes e crianças, enquanto a tomografia computadorizada sem contraste é o padrão-ouro para adultos, identificando cálculos e hidronefrose. A presença de Giordano positivo e hematúria na urina 1 reforçam a suspeita. O tratamento inicial foca na analgesia, com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) sendo a primeira escolha, se não houver contraindicações. Em casos de cálculos pequenos e sem complicações, o tratamento pode ser conservador. No entanto, a presença de febre, infecção associada, insuficiência renal obstrutiva ou dor refratária exige intervenção urológica urgente. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, mas a recorrência é comum, necessitando de investigação metabólica e medidas preventivas a longo prazo.
A cólica nefrética manifesta-se com dor súbita e intensa na região lombar, tipo cólica, que pode irradiar para o flanco, abdome inferior, genitália ou face interna da coxa. Frequentemente, é acompanhada de náuseas, vômitos e hematúria.
O exame de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada, é crucial para confirmar a presença de litíase, determinar o tamanho e a localização do cálculo, e avaliar a presença de hidronefrose ou outras complicações obstrutivas que podem necessitar de intervenção.
A cólica nefrética se diferencia pela dor característica em cólica, irradiação específica e frequentemente pela presença de hematúria. O Giordano positivo é um sinal importante. Diferenciais incluem apendicite, pielonefrite, aneurisma de aorta abdominal e outras causas de dor abdominal aguda.
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