SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Uma jovem de 19 anos, sem atividade sexual anterior, relata que foi abusada sexualmente e procura direto um pronto-socorro. Ao examiná-la, nota-se a rotura recente do hímen, que está com as bordas avermelhadas e intumescidas, com a presença de crosta sanguínea úmida e equimoses.Neste caso, é recomendável
Ginecologista deve ter noções básicas de coleta de vestígios em violência sexual para atendimento integral.
Embora a coleta formal de vestígios para fins forenses seja responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML), o ginecologista no pronto-socorro deve ter conhecimento básico sobre a preservação e manuseio de evidências. Isso inclui orientar a vítima a não se lavar, não trocar de roupa e, se possível, reter materiais como absorventes ou roupas íntimas, que podem conter material genético do agressor, para posterior entrega ao IML.
O atendimento à vítima de violência sexual em um pronto-socorro é um momento crítico que exige uma abordagem multidisciplinar e sensível. Além do suporte emocional e das profilaxias médicas (HIV, Hepatite B, ISTs e gravidez), a preservação de vestígios é um aspecto fundamental para a justiça, caso a vítima decida denunciar. O ginecologista, muitas vezes o primeiro contato médico, desempenha um papel crucial. Embora a coleta formal de vestígios para o exame de corpo de delito seja atribuição do Instituto Médico Legal (IML), o profissional de saúde no pronto-socorro deve ter conhecimento básico sobre como orientar a vítima para preservar as evidências. Isso inclui aconselhar a não tomar banho, não trocar de roupa, não escovar os dentes, não urinar ou defecar, se possível, antes da chegada ao IML. A documentação detalhada dos achados clínicos, como rotura himenal recente, equimoses ou escoriações, é vital. O ginecologista deve saber que materiais como roupas íntimas, absorventes ou papel higiênico utilizados após a agressão podem conter material genético do agressor. Esses itens devem ser cuidadosamente coletados, embalados individualmente em sacos de papel (nunca plástico, para evitar proliferação bacteriana e degradação do DNA) e entregues à vítima para que ela os leve ao IML, ou encaminhados conforme protocolo local. A atuação informada do ginecologista garante que a vítima tenha acesso a todos os recursos disponíveis, tanto de saúde quanto legais.
A vítima deve ser acolhida em ambiente seguro e sigiloso. É crucial orientá-la a não se lavar, não trocar de roupa e não urinar/defecar antes da coleta de vestígios, se ela desejar prosseguir com o exame de corpo de delito no IML.
O ginecologista é frequentemente o primeiro profissional a ter contato com a vítima. Ter noções básicas permite orientar a paciente sobre a importância da preservação das evidências e como proceder, além de documentar achados clínicos relevantes que podem subsidiar o laudo pericial.
Sim, materiais inanimados como roupas íntimas, absorventes ou papel higiênico podem conter vestígios importantes (sêmen, sangue, pelos) e devem ser cuidadosamente retidos, embalados separadamente em sacos de papel e encaminhados ao IML, se a vítima consentir.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo