SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
Uma criança de 4 anos com controle esfincteriano é levada para consulta na UBS devido queixas urinárias sugestivas de cistite. A mãe nega história prévia de ITU. Ao exame, encontra-se estável e afebril. Nesse caso, a amostra de urina considerada adequada para urocultura deve ser obtida por:
Criança com controle esfincteriano e suspeita de ITU → urocultura por jato médio.
Em crianças com controle esfincteriano e suspeita de ITU, a coleta de urina por jato médio é o método preferencial e menos invasivo para urocultura, minimizando a contaminação e garantindo a confiabilidade do resultado.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, e seu diagnóstico preciso é fundamental para evitar complicações renais a longo prazo. A urocultura é o padrão-ouro para o diagnóstico de ITU, mas a obtenção de uma amostra de urina não contaminada em crianças pode ser desafiadora, exigindo a escolha do método de coleta mais apropriado para a idade e o controle esfincteriano da criança. Em crianças que já possuem controle esfincteriano, como a do caso (4 anos), a coleta de urina por jato médio é o método preferencial. Este método, quando realizado corretamente após higiene adequada da genitália, minimiza a contaminação por bactérias da pele e periuretrais, fornecendo uma amostra mais confiável para a urocultura. É crucial instruir os pais e a criança sobre a técnica para garantir a qualidade da amostra. Outros métodos, como o saco coletor, são desaconselhados para urocultura devido à alta taxa de contaminação. Métodos invasivos, como o cateterismo vesical ou a punção suprapúbica, são reservados para lactentes ou crianças sem controle esfincteriano, ou em situações onde a urgência diagnóstica e a necessidade de uma amostra estéril superam os riscos do procedimento. A escolha do método correto impacta diretamente a precisão diagnóstica e a conduta terapêutica.
Os sintomas variam com a idade, mas podem incluir febre inexplicável, dor ao urinar, urgência, frequência, enurese noturna, dor abdominal ou lombar, e irritabilidade em lactentes.
O saco coletor tem uma alta taxa de contaminação bacteriana da pele e genitália, resultando em falsos positivos e dificultando a interpretação da urocultura.
Métodos como cateterismo vesical ou punção suprapúbica são indicados em lactentes ou crianças sem controle esfincteriano, ou quando há suspeita de ITU grave e a coleta por jato médio não é viável ou confiável.
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