Chikungunya: Coleta e Transporte de Amostras para Diagnóstico

HOSP - Hospital de Olhos de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Até a introdução e transmissão estabelecida do vírus Chikungunya no Brasil, o isolamento do vírus só pode ser realizado em laboratórios de Biossegurança Nível 3 (BSL- 3), para reduzir o risco de transmissão viral. Podemos, apenas, considerar INADEQUADO que

Alternativas

  1. A) em caso de óbito, devem-se obter fragmentos de vísceras, acondicionados separadamente em frascos estéreis, sem adição de conservantes ou aditivos, devidamente identificados (nome do fragmento de víscera, data da coleta e nome do paciente) e congelados imediatamente (-70ºC) ou no nitrogênio líquido.
  2. B) para o transporte deste material é indispensável usar gelo seco.
  3. C) os tubos deverão ser de plástico, previamente esterilizados, com tampa de rosca, devidamente rotulados, lacrados com fita durex, envolvidos por gaze ou saco plástico, antes de serem colocados no gelo seco.
  4. D) para exames de histopatologia e imuno histoquímica, as amostras não serão fixadas no formol e devem ser mantidas e transportadas em temperatura ambiente.

Pérola Clínica

Amostras para histopatologia/imunohistoquímica DEVEM ser fixadas em formol e não transportadas em temperatura ambiente.

Resumo-Chave

Para exames de histopatologia e imunohistoquímica, a fixação das amostras em formol é um passo crucial para preservar a arquitetura tecidual e a antigenicidade, permitindo a análise adequada. O transporte em temperatura ambiente sem fixação resultaria em autólise e degradação do tecido, inviabilizando o diagnóstico.

Contexto Educacional

O vírus Chikungunya, um arbovírus transmitido por mosquitos Aedes, representa um desafio de saúde pública no Brasil. O diagnóstico laboratorial preciso é fundamental para a vigilância epidemiológica e o manejo clínico. A manipulação de amostras virais exige rigorosos protocolos de biossegurança, como o uso de laboratórios BSL-3 para isolamento viral, a fim de proteger os profissionais e evitar a disseminação do patógeno. A coleta e o transporte de amostras biológicas para diagnóstico de Chikungunya devem seguir diretrizes específicas para garantir a integridade do material e a acurácia dos resultados. Para isolamento viral ou testes moleculares, as amostras devem ser mantidas em condições de ultracongelamento (ex: -70ºC ou nitrogênio líquido) e transportadas em gelo seco, em recipientes seguros e devidamente identificados, sem aditivos que possam interferir nos testes. No entanto, para exames de histopatologia e imunohistoquímica, que avaliam a estrutura tecidual e a presença de antígenos, o procedimento é diferente. As amostras de tecido devem ser imediatamente fixadas em solução de formol a 10% para preservar a morfologia celular e evitar a autólise. O transporte deve ser feito em condições que mantenham a integridade da fixação, geralmente em temperatura ambiente, mas já fixadas. A ausência de fixação ou o transporte inadequado comprometeriam irreversivelmente a qualidade do material para esses exames, tornando a análise diagnóstica inviável.

Perguntas Frequentes

Qual o nível de biossegurança necessário para o isolamento do vírus Chikungunya?

O isolamento do vírus Chikungunya, devido ao risco de transmissão, deve ser realizado em laboratórios de Biossegurança Nível 3 (BSL-3), que possuem controles rigorosos para contenção de agentes patogênicos.

Como devem ser coletadas e armazenadas amostras de vísceras para isolamento viral em caso de óbito?

Fragmentos de vísceras devem ser coletados em frascos estéreis, sem conservantes, identificados e congelados imediatamente a -70ºC ou em nitrogênio líquido para preservar a viabilidade viral.

Por que a fixação em formol é essencial para amostras de histopatologia e imunohistoquímica?

A fixação em formol é crucial para preservar a morfologia celular e tecidual, além de manter a antigenicidade para a imunohistoquímica, prevenindo a autólise e a degradação que ocorreriam em amostras não fixadas.

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