HOSP - Hospital de Olhos de São Paulo — Prova 2019
Até a introdução e transmissão estabelecida do vírus Chikungunya no Brasil, o isolamento do vírus só pode ser realizado em laboratórios de Biossegurança Nível 3 (BSL- 3), para reduzir o risco de transmissão viral. Podemos, apenas, considerar INADEQUADO que
Amostras para histopatologia/imunohistoquímica DEVEM ser fixadas em formol e não transportadas em temperatura ambiente.
Para exames de histopatologia e imunohistoquímica, a fixação das amostras em formol é um passo crucial para preservar a arquitetura tecidual e a antigenicidade, permitindo a análise adequada. O transporte em temperatura ambiente sem fixação resultaria em autólise e degradação do tecido, inviabilizando o diagnóstico.
O vírus Chikungunya, um arbovírus transmitido por mosquitos Aedes, representa um desafio de saúde pública no Brasil. O diagnóstico laboratorial preciso é fundamental para a vigilância epidemiológica e o manejo clínico. A manipulação de amostras virais exige rigorosos protocolos de biossegurança, como o uso de laboratórios BSL-3 para isolamento viral, a fim de proteger os profissionais e evitar a disseminação do patógeno. A coleta e o transporte de amostras biológicas para diagnóstico de Chikungunya devem seguir diretrizes específicas para garantir a integridade do material e a acurácia dos resultados. Para isolamento viral ou testes moleculares, as amostras devem ser mantidas em condições de ultracongelamento (ex: -70ºC ou nitrogênio líquido) e transportadas em gelo seco, em recipientes seguros e devidamente identificados, sem aditivos que possam interferir nos testes. No entanto, para exames de histopatologia e imunohistoquímica, que avaliam a estrutura tecidual e a presença de antígenos, o procedimento é diferente. As amostras de tecido devem ser imediatamente fixadas em solução de formol a 10% para preservar a morfologia celular e evitar a autólise. O transporte deve ser feito em condições que mantenham a integridade da fixação, geralmente em temperatura ambiente, mas já fixadas. A ausência de fixação ou o transporte inadequado comprometeriam irreversivelmente a qualidade do material para esses exames, tornando a análise diagnóstica inviável.
O isolamento do vírus Chikungunya, devido ao risco de transmissão, deve ser realizado em laboratórios de Biossegurança Nível 3 (BSL-3), que possuem controles rigorosos para contenção de agentes patogênicos.
Fragmentos de vísceras devem ser coletados em frascos estéreis, sem conservantes, identificados e congelados imediatamente a -70ºC ou em nitrogênio líquido para preservar a viabilidade viral.
A fixação em formol é crucial para preservar a morfologia celular e tecidual, além de manter a antigenicidade para a imunohistoquímica, prevenindo a autólise e a degradação que ocorreriam em amostras não fixadas.
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