CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
O fármaco Colestiramina:
Colestiramina ↓ absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, K, E) e ácido fólico → suplementação necessária.
A colestiramina, um sequestrador de ácidos biliares, forma complexos insolúveis no intestino, impedindo a reabsorção de ácidos biliares e, consequentemente, aumentando sua excreção. Este mecanismo também interfere na absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, K, E) e ácido fólico, tornando a suplementação essencial em tratamentos prolongados.
A colestiramina é um fármaco classificado como sequestrador de ácidos biliares, amplamente utilizado no tratamento da hipercolesterolemia e do prurido associado à colestase. Seu mecanismo de ação envolve a ligação aos ácidos biliares no lúmen intestinal, formando complexos insolúveis que são excretados nas fezes. Essa interrupção do ciclo entero-hepático dos ácidos biliares leva o fígado a aumentar a síntese de novos ácidos biliares a partir do colesterol, resultando na redução dos níveis séricos de LDL-colesterol. Para residentes, é crucial entender não apenas seu benefício terapêutico, mas também seus potenciais efeitos adversos e interações. Um dos efeitos adversos mais importantes da colestiramina é a interferência na absorção de outras substâncias. Por se ligar a ácidos biliares, ela prejudica a formação de micelas, essenciais para a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, K e E). Além disso, a colestiramina pode se ligar diretamente ao ácido fólico, diminuindo sua absorção. Essa interação é clinicamente relevante, pois o uso prolongado da colestiramina pode levar a deficiências nutricionais significativas. Portanto, em pacientes em tratamento crônico com colestiramina, a suplementação de vitaminas lipossolúveis e ácido fólico é frequentemente necessária para prevenir complicações como cegueira noturna (vit. A), osteomalácia (vit. D), coagulopatias (vit. K) e anemia megaloblástica (ácido fólico). A monitorização dos níveis vitamínicos e a educação do paciente sobre a importância da suplementação são partes integrantes do manejo terapêutico.
A colestiramina é um sequestrador de ácidos biliares. Ela se liga aos ácidos biliares no intestino, formando um complexo insolúvel que é excretado nas fezes. Isso impede a reabsorção dos ácidos biliares, levando o fígado a usar o colesterol para sintetizar novos ácidos biliares, o que reduz os níveis séricos de LDL-colesterol. É usada para tratar hipercolesterolemia e prurido associado à colestase.
As vitaminas lipossolúveis (A, D, K, E) são as mais afetadas porque sua absorção depende da presença de ácidos biliares para a formação de micelas. O ácido fólico também tem sua absorção prejudicada, embora por um mecanismo diferente de interação direta.
A suplementação de vitaminas lipossolúveis (A, D, K, E) e ácido fólico é frequentemente necessária em pacientes em uso crônico de colestiramina para prevenir deficiências. A necessidade e dosagem devem ser avaliadas clinicamente e monitoradas.
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