Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
A Colestiramina:
Colestiramina → interage com absorção de fármacos; administrar 1h antes ou 3h após outros medicamentos.
A colestiramina é um sequestrante de ácidos biliares que atua no intestino, ligando-se a diversas substâncias, incluindo outros medicamentos. Essa ligação pode reduzir significativamente a absorção sistêmica de outros fármacos, diminuindo sua eficácia. Por isso, é crucial espaçar sua administração de outros medicamentos.
A colestiramina é um sequestrante de ácidos biliares, uma classe de medicamentos utilizada principalmente no tratamento da hipercolesterolemia e, ocasionalmente, para aliviar o prurido associado à colestase. Sua ação ocorre no lúmen intestinal, onde se liga aos ácidos biliares, impedindo sua reabsorção e aumentando sua excreção fecal. Isso força o fígado a converter mais colesterol em ácidos biliares, resultando na redução dos níveis séricos de colesterol LDL. Devido à sua capacidade de ligação, a colestiramina não é seletiva e pode interagir com uma vasta gama de outros medicamentos e nutrientes. Ao se ligar a esses compostos no trato gastrointestinal, ela pode diminuir significativamente sua absorção sistêmica, comprometendo sua eficácia terapêutica. Essa interação farmacocinética é de grande importância clínica e exige manejo cuidadoso. Para minimizar o risco de interações medicamentosas, a colestiramina deve ser administrada com um intervalo de tempo adequado em relação a outros fármacos. A recomendação padrão é administrá-la uma hora antes ou três a quatro horas após a ingestão de outros medicamentos. Essa estratégia permite que os outros medicamentos sejam absorvidos antes que a colestiramina exerça seu efeito de ligação, garantindo a eficácia de todos os tratamentos.
A colestiramina é uma resina de troca iônica que se liga aos ácidos biliares no intestino, formando um complexo insolúvel que é excretado nas fezes. Isso impede a reabsorção dos ácidos biliares, levando o fígado a usar o colesterol para sintetizar novos ácidos biliares, reduzindo assim os níveis séricos de colesterol LDL.
A colestiramina pode afetar a absorção de uma ampla gama de medicamentos, incluindo vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), anticoagulantes orais (como varfarina), hormônios tireoidianos, digoxina, diuréticos tiazídicos e alguns antibióticos.
Os efeitos adversos mais comuns da colestiramina são gastrointestinais, como constipação, flatulência, náuseas e dor abdominal. Pode também causar deficiência de vitaminas lipossolúveis com uso prolongado.
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