UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Recém-nascido, com 15 dias de vida, é levado ao ambulatório para consulta de rotina. Está em aleitamento materno exclusivo e sem queixas. Ao exame físico, o RN encontrase ativo, reativo, corado, ictérico (+++/4+), com escleras amareladas e fígado palpável a 5 cm do RCD. O restante do exame físico não apresenta alterações. Exames laboratoriais revela: Hematócrito= 40%; Hemoglobina= 13,5 mg/dL; bilirrubinas totais= 3,5 mg/dL; bilirrubina indireta= 2,3 mg/dL; bilirrubina direta= 1,2 mg/dL. Diante desse quadro, a conduta a ser tomada será
RN > 14 dias com icterícia e BD > 1 mg/dL ou > 20% da BT = Colestase. Investigar etiologia urgentemente (obstrutiva vs. não obstrutiva).
A icterícia em recém-nascidos que persiste após 14 dias de vida, especialmente com elevação da bilirrubina direta, é um sinal de alarme para colestase neonatal. Essa condição requer investigação imediata para determinar a causa, que pode ser obstrutiva (como atresia de vias biliares) ou não obstrutiva, pois o tratamento e o prognóstico variam significativamente.
A colestase neonatal é uma síndrome clínica e laboratorial caracterizada pela diminuição ou interrupção do fluxo biliar, resultando em acúmulo de bilirrubina direta e outras substâncias biliares no sangue. É uma condição grave que afeta aproximadamente 1 em cada 2.500 nascidos vivos e requer atenção imediata devido ao risco de dano hepático progressivo e irreversível se não tratada precocemente. A icterícia prolongada em um recém-nascido, especialmente após 14 dias de vida, deve sempre levantar a suspeita de colestase. O diagnóstico de colestase é estabelecido pela elevação da bilirrubina direta (> 1 mg/dL ou > 20% da bilirrubina total). Uma vez confirmada, a investigação etiológica é imperativa para diferenciar causas obstrutivas de não obstrutivas. A atresia de vias biliares é a causa obstrutiva mais comum e exige intervenção cirúrgica (procedimento de Kasai) idealmente antes dos 60 dias de vida. Outras causas incluem infecções congênitas (TORCH), doenças metabólicas, deficiência de alfa-1 antitripsina e nutrição parenteral prolongada. A conduta inicial após o diagnóstico de colestase envolve uma investigação abrangente que pode incluir exames laboratoriais adicionais (função hepática, testes para infecções, metabólicos), ultrassonografia abdominal, cintilografia hepatobiliar e, em alguns casos, biópsia hepática. O objetivo é estabelecer a etiologia para instituir o tratamento específico, que pode ser clínico (para causas metabólicas ou infecciosas) ou cirúrgico (para atresia de vias biliares ou cisto de colédoco), visando preservar a função hepática e melhorar o prognóstico a longo prazo.
A colestase neonatal é definida pela presença de icterícia prolongada (geralmente > 14 dias de vida) associada a uma elevação da bilirrubina direta (conjugada) no sangue. Os critérios incluem bilirrubina direta > 1 mg/dL ou > 20% da bilirrubina total, se a bilirrubina total for elevada.
A investigação é urgente porque algumas causas de colestase, como a atresia de vias biliares, requerem intervenção cirúrgica precoce (procedimento de Kasai) para preservar a função hepática e melhorar o prognóstico. O atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a cirrose biliar e insuficiência hepática.
As causas são diversas e podem ser obstrutivas (como atresia de vias biliares, cisto de colédoco) ou não obstrutivas (como infecções congênitas, doenças metabólicas, deficiência de alfa-1 antitripsina, nutrição parenteral prolongada). A distinção é crucial para o plano terapêutico.
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