Colestase Gestacional: Ácidos Biliares e Risco Fetal

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024

Enunciado

A colestase hepática da gravidez pode associar-se a desfechos obstétricos desfavoráveis. O aumento __________ está intimamente relacionado a um maior risco fetal nessa patologia.Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do trecho acima.

Alternativas

  1. A) das transaminases
  2. B) da gamaglutamiltransferase
  3. C) do ácido úrico
  4. D) dos ácidos biliares
  5. E) da fosfatase alcalina

Pérola Clínica

Colestase gestacional: ↑ ácidos biliares > 10 µmol/L = ↑ risco fetal.

Resumo-Chave

Na colestase hepática da gravidez, o aumento dos ácidos biliares séricos é o principal marcador de risco fetal. Níveis elevados estão associados a desfechos adversos como parto prematuro, sofrimento fetal e morte intrauterina, exigindo monitoramento rigoroso.

Contexto Educacional

A colestase hepática da gravidez, também conhecida como colestase intra-hepática da gravidez (CIHG), é uma condição hepática reversível específica da gestação, caracterizada por prurido materno e elevação dos ácidos biliares séricos. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e ambientais. A prevalência varia globalmente, sendo mais comum em algumas populações, e é uma das causas mais frequentes de disfunção hepática na gravidez. A fisiopatologia envolve uma alteração no transporte de ácidos biliares pelos hepatócitos, levando ao seu acúmulo no sangue materno e, consequentemente, na circulação fetal. O aumento dos ácidos biliares no feto é o principal fator associado aos desfechos adversos, pois eles podem ter efeitos tóxicos diretos no miocárdio fetal, vasos umbilicais e pulmões, além de induzir contrações uterinas. O diagnóstico é feito pela presença de prurido e ácidos biliares séricos elevados (>10 µmol/L). O tratamento visa aliviar o prurido materno e, principalmente, reduzir os níveis de ácidos biliares para minimizar os riscos fetais. O ácido ursodesoxicólico (UDCA) é a medicação de escolha. O manejo inclui monitoramento fetal rigoroso, com cardiotocografia e perfil biofísico, e a decisão sobre o momento do parto é crucial, muitas vezes optando-se pela indução entre 36-37 semanas, dependendo da gravidade e dos níveis de ácidos biliares.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da colestase hepática da gravidez?

O sintoma mais comum é prurido intenso, especialmente nas palmas das mãos e solas dos pés, que piora à noite, sem lesões cutâneas primárias. Icterícia pode ocorrer em casos mais graves.

Qual o valor de ácidos biliares séricos que indica maior risco fetal na colestase gestacional?

Níveis de ácidos biliares séricos totais acima de 10 µmol/L são considerados diagnósticos, e valores acima de 40 µmol/L (ou 100 µmol/L em algumas classificações) estão associados a um risco significativamente maior de desfechos fetais adversos.

Quais são os desfechos obstétricos desfavoráveis associados à colestase hepática da gravidez?

Os desfechos incluem parto prematuro espontâneo ou iatrogênico, sofrimento fetal agudo, aspiração de mecônio e, mais gravemente, morte fetal intrauterina. O monitoramento fetal rigoroso é essencial.

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