SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
A colestase hepática da gravidez pode associar-se a desfechos obstétricos desfavoráveis. O aumento __________ está intimamente relacionado a um maior risco fetal nessa patologia.Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do trecho acima.
Colestase gestacional: ↑ ácidos biliares > 10 µmol/L = ↑ risco fetal.
Na colestase hepática da gravidez, o aumento dos ácidos biliares séricos é o principal marcador de risco fetal. Níveis elevados estão associados a desfechos adversos como parto prematuro, sofrimento fetal e morte intrauterina, exigindo monitoramento rigoroso.
A colestase hepática da gravidez, também conhecida como colestase intra-hepática da gravidez (CIHG), é uma condição hepática reversível específica da gestação, caracterizada por prurido materno e elevação dos ácidos biliares séricos. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e ambientais. A prevalência varia globalmente, sendo mais comum em algumas populações, e é uma das causas mais frequentes de disfunção hepática na gravidez. A fisiopatologia envolve uma alteração no transporte de ácidos biliares pelos hepatócitos, levando ao seu acúmulo no sangue materno e, consequentemente, na circulação fetal. O aumento dos ácidos biliares no feto é o principal fator associado aos desfechos adversos, pois eles podem ter efeitos tóxicos diretos no miocárdio fetal, vasos umbilicais e pulmões, além de induzir contrações uterinas. O diagnóstico é feito pela presença de prurido e ácidos biliares séricos elevados (>10 µmol/L). O tratamento visa aliviar o prurido materno e, principalmente, reduzir os níveis de ácidos biliares para minimizar os riscos fetais. O ácido ursodesoxicólico (UDCA) é a medicação de escolha. O manejo inclui monitoramento fetal rigoroso, com cardiotocografia e perfil biofísico, e a decisão sobre o momento do parto é crucial, muitas vezes optando-se pela indução entre 36-37 semanas, dependendo da gravidade e dos níveis de ácidos biliares.
O sintoma mais comum é prurido intenso, especialmente nas palmas das mãos e solas dos pés, que piora à noite, sem lesões cutâneas primárias. Icterícia pode ocorrer em casos mais graves.
Níveis de ácidos biliares séricos totais acima de 10 µmol/L são considerados diagnósticos, e valores acima de 40 µmol/L (ou 100 µmol/L em algumas classificações) estão associados a um risco significativamente maior de desfechos fetais adversos.
Os desfechos incluem parto prematuro espontâneo ou iatrogênico, sofrimento fetal agudo, aspiração de mecônio e, mais gravemente, morte fetal intrauterina. O monitoramento fetal rigoroso é essencial.
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