PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Em relação à terapia nutricional de pacientes com colestase crônica, é CORRETO afirmar:
Colestase crônica → Deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) devido à má absorção de gorduras.
A colestase crônica leva à redução ou ausência de fluxo biliar para o intestino, comprometendo a formação de micelas e, consequentemente, a absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Isso resulta em esteatorreia e deficiências vitamínicas que necessitam de suplementação.
A colestase crônica é uma condição caracterizada pela redução ou interrupção do fluxo biliar, resultando no acúmulo de bile no fígado e na diminuição da sua chegada ao intestino. Essa alteração fisiopatológica tem profundas implicações na digestão e absorção de nutrientes, especialmente as gorduras e as vitaminas lipossolúveis. A bile é essencial para a formação de micelas, estruturas que solubilizam as gorduras e permitem sua absorção pelas células intestinais. A principal consequência nutricional da colestase crônica é a má absorção de gorduras, manifestada como esteatorreia. Consequentemente, a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) é severamente comprometida, levando a deficiências que podem causar uma série de complicações clínicas. A deficiência de vitamina A pode afetar a visão e a imunidade; a de vitamina D, a saúde óssea (osteopenia/osteoporose); a de vitamina E, causar neuropatia e miopatia; e a de vitamina K, levar a coagulopatias. A terapia nutricional em pacientes com colestase crônica deve focar na suplementação adequada dessas vitaminas lipossolúveis, muitas vezes em formulações hidrossolúveis ou em doses elevadas para superar a má absorção. Além disso, pode ser necessário o uso de triglicerídeos de cadeia média (TCM), que são absorvidos diretamente sem a necessidade de bile, para fornecer calorias e ácidos graxos essenciais. O monitoramento regular dos níveis vitamínicos é crucial para ajustar a suplementação e prevenir as complicações associadas.
A colestase crônica reduz a secreção de bile no intestino, essencial para a digestão e absorção de gorduras e, consequentemente, das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), que dependem dessa absorção.
As vitaminas mais afetadas são as lipossolúveis: A (visão, imunidade), D (saúde óssea), E (antioxidante) e K (coagulação sanguínea).
A conduta envolve a suplementação oral ou parenteral dessas vitaminas, muitas vezes em doses elevadas, para compensar a má absorção e prevenir suas complicações.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo