Colestase Crônica: Impacto na Absorção de Vitaminas Lipossolúveis

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Em relação à terapia nutricional de pacientes com colestase crônica, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) A combinação de má absorção de triglicerídeos de cadeia média e a ingestão inadequada de energia, podem levar a deficiência de ácidos graxos essenciais
  2. B) Existe deficiência de absorção de vitaminas lipossolúveis
  3. C) Os lipídeos são a principal fonte de calorias
  4. D) Os pacientes tem tendência a deficiência de cobre, que deverá ser fornecido pela ingestão de alimentos ricos neste mineral

Pérola Clínica

Colestase crônica → Deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) devido à má absorção de gorduras.

Resumo-Chave

A colestase crônica leva à redução ou ausência de fluxo biliar para o intestino, comprometendo a formação de micelas e, consequentemente, a absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Isso resulta em esteatorreia e deficiências vitamínicas que necessitam de suplementação.

Contexto Educacional

A colestase crônica é uma condição caracterizada pela redução ou interrupção do fluxo biliar, resultando no acúmulo de bile no fígado e na diminuição da sua chegada ao intestino. Essa alteração fisiopatológica tem profundas implicações na digestão e absorção de nutrientes, especialmente as gorduras e as vitaminas lipossolúveis. A bile é essencial para a formação de micelas, estruturas que solubilizam as gorduras e permitem sua absorção pelas células intestinais. A principal consequência nutricional da colestase crônica é a má absorção de gorduras, manifestada como esteatorreia. Consequentemente, a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) é severamente comprometida, levando a deficiências que podem causar uma série de complicações clínicas. A deficiência de vitamina A pode afetar a visão e a imunidade; a de vitamina D, a saúde óssea (osteopenia/osteoporose); a de vitamina E, causar neuropatia e miopatia; e a de vitamina K, levar a coagulopatias. A terapia nutricional em pacientes com colestase crônica deve focar na suplementação adequada dessas vitaminas lipossolúveis, muitas vezes em formulações hidrossolúveis ou em doses elevadas para superar a má absorção. Além disso, pode ser necessário o uso de triglicerídeos de cadeia média (TCM), que são absorvidos diretamente sem a necessidade de bile, para fornecer calorias e ácidos graxos essenciais. O monitoramento regular dos níveis vitamínicos é crucial para ajustar a suplementação e prevenir as complicações associadas.

Perguntas Frequentes

Por que pacientes com colestase crônica têm deficiência de vitaminas lipossolúveis?

A colestase crônica reduz a secreção de bile no intestino, essencial para a digestão e absorção de gorduras e, consequentemente, das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), que dependem dessa absorção.

Quais vitaminas são mais afetadas na colestase crônica?

As vitaminas mais afetadas são as lipossolúveis: A (visão, imunidade), D (saúde óssea), E (antioxidante) e K (coagulação sanguínea).

Qual a conduta nutricional para deficiência de vitaminas lipossolúveis na colestase?

A conduta envolve a suplementação oral ou parenteral dessas vitaminas, muitas vezes em doses elevadas, para compensar a má absorção e prevenir suas complicações.

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