Colelitíase Sintomática em Diabéticos: Quando Operar?

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011

Enunciado

Mulher com 54 anos de idade, Índice de Massa Corpórea (IMC) = 32,6, portadora de diabetes tipo 2, controlado com medidas dietéticas e uso de glibenclamida, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor, do tipo cólica, em hipocôndrio direito, que se irradia para o ombro direito e piora após ingestão de alimentos, especialmente gordurosos. Relata episódios de vômitos durante algumas crises. Disse, ainda, que o quadro se iniciou há mais ou menos seis meses, agravando-se no último mês. Após a realização do exame físico, o médico solicitou ultrassonografia de abdome que evidenciou “colecistopatia calculosa crônica”. Ao explicar o diagnóstico para a paciente, ela informou que gostaria de passar seis meses visitando a filha que mora em Portugal. Baseado nessa situação, você diria à paciente que seu quadro clínico:

Alternativas

  1. A) É crônico e o tratamento cirúrgico pode ser adiado.
  2. B) Requer tratamento cirúrgico antes da viagem.
  3. C) Requer tratamento cirúrgico imediato.
  4. D) Requer acompanhamento imediato quando aparecerem indícios de complicações
  5. E) Requer antibioticoterapia imediata e uso de antiespasmódicos.

Pérola Clínica

Colelitíase sintomática + DM2 → Cirurgia eletiva precoce para evitar complicações graves.

Resumo-Chave

Pacientes diabéticos com colelitíase sintomática apresentam maior risco de evolução para formas graves de colecistite, justificando a cirurgia antes de viagens longas.

Contexto Educacional

A colelitíase é uma das patologias cirúrgicas mais comuns, com fatores de risco bem definidos como sexo feminino, obesidade e idade fértil. Em pacientes com Diabetes Mellitus, a neuropatia autonômica pode mascarar a dor inicial, levando a apresentações tardias e mais graves. Para uma paciente sintomática que planeja uma viagem internacional prolongada, a colecistectomia videolaparoscópica eletiva é a conduta mais segura. Isso evita que uma urgência biliar ocorra em trânsito, garantindo que o procedimento seja realizado de forma controlada, com menor tempo de internação e recuperação mais rápida.

Perguntas Frequentes

Por que operar diabéticos com colelitíase sintomática?

Pacientes diabéticos têm uma propensão maior a desenvolver complicações graves da colelitíase, como colecistite enfisematosa, gangrena da vesícula e perfuração. Além disso, a resposta inflamatória pode ser atípica, retardando o diagnóstico de quadros agudos.

Quais os riscos de adiar a colecistectomia em pacientes sintomáticos?

O principal risco é a ocorrência de uma crise de colecistite aguda ou pancreatite biliar durante a viagem, o que exigiria uma cirurgia de urgência em um ambiente desconhecido, com maior taxa de conversão para cirurgia aberta e maiores riscos de morbimortalidade.

Colelitíase assintomática em diabéticos exige cirurgia?

Atualmente, a maioria das diretrizes não recomenda a colecistectomia profilática para diabéticos puramente assintomáticos. No entanto, uma vez que o paciente se torna sintomático (apresenta cólica biliar), a indicação cirúrgica torna-se clara devido ao alto risco de recorrência e complicações.

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