SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
Uma paciente de 45 anos de idade apresentou dor abdominal recorrente no quadrante superior direito e foi diagnosticada com colelitíase após a realização de ultrassonografia abdominal, que identificou múltiplos cálculos na vesícula biliar. Durante a avaliação pré-operatória, os sinais vitais mostraram-se estáveis, com PA = 130 mmHg x 85 mmHg, FC = 75 bpm, FR = 18 irpm, temperatura = 37° C e SatO2 = 98% em a.a. Ao exame físico, não se verificaram alterações significativas além de dor à palpação no quadrante superior direito. Acerca desse caso clínico, quanto à abordagem mais apropriada para essa paciente, assinale a alternativa correta.
Colelitíase com dor abdominal recorrente no QSD → indicação de colecistectomia eletiva.
Embora a colelitíase assintomática pura possa ser apenas monitorada, a presença de dor abdominal recorrente no quadrante superior direito indica que a paciente não é totalmente assintomática, justificando a colecistectomia eletiva para prevenir complicações.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum, mas a maioria dos pacientes permanece assintomática. No entanto, a distinção entre colelitíase verdadeiramente assintomática e aquela com sintomas leves ou atípicos é crucial para a decisão terapêutica. A dor abdominal recorrente no quadrante superior direito, mesmo que não seja uma cólica biliar clássica, sugere que a doença não é inativa. A ultrassonografia abdominal é o método diagnóstico de escolha para a colelitíase, identificando a presença e o número de cálculos. A avaliação pré-operatória deve incluir a exclusão de coledocolitíase, que pode ser sugerida por dilatação das vias biliares ou alteração de enzimas hepáticas, mas não foi o caso aqui. Para pacientes com colelitíase sintomática, mesmo que com sintomas leves e recorrentes, a colecistectomia eletiva é o tratamento definitivo e mais apropriado. Ela previne futuras cólicas biliares e complicações graves como colecistite aguda, pancreatite biliar ou colangite. A abordagem conservadora é reservada para pacientes verdadeiramente assintomáticos ou com alto risco cirúrgico.
A colelitíase é assintomática quando não há histórico de dor biliar ou complicações. Nesses casos, a conduta é geralmente expectante, com monitoramento, a menos que existam fatores de risco específicos para complicações, como vesícula em porcelana.
Sintomas como dor abdominal no quadrante superior direito, especialmente pós-prandial, náuseas, vômitos ou dispepsia biliar, mesmo que leves e recorrentes, indicam que a colelitíase não é assintomática e pode se beneficiar da colecistectomia.
A CPRE é um procedimento invasivo indicado para coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum) ou outras obstruções biliares. Neste caso, a ultrassonografia identificou apenas cálculos na vesícula biliar, sem evidência de coledocolitíase, tornando a CPRE desnecessária e arriscada.
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